aviação

Sindicatos espanhóis de tripulantes preparam processo contra Ryanair

Ryanair Chief Executive Michael O'Leary addresses a news conference in Schwechat, Austria, July 31, 2018. REUTERS/Heinz-Peter Bader
Ryanair Chief Executive Michael O'Leary addresses a news conference in Schwechat, Austria, July 31, 2018. REUTERS/Heinz-Peter Bader

Sindicato irá acusar a transportadora de incumprimento dos serviços mínimos decretados na greve de tripulantes de julho, que também abrangeu Portugal.

O Sindicato Independente de Tripulantes de Cabina de Passageiros de Companhias Aéreas (Sitcpla, em espanhol) e o USO deverão interpor, no início de setembro, um processo, em Espanha, contra a Ryanair.

Citando uma notícia do jornal El Mundo e depois de contactar fontes do processo, a agência noticiosa EFE escreveu que os sindicatos estão a preparar um processo por incumprimento dos serviços mínimos decretados na greve de tripulantes de julho, que também abrangeu os trabalhadores das bases de Portugal, Itália e Bélgica. O processo também irá acusar a transportadora de baixo custo de coação sobre trabalhadores, resultando na violação do direito à greve.

Questionada pela agência Lusa, fonte oficial do Sindicato Nacional do Pessoal de Voo da Aviação Civil (SNPVAC) referiu que os serviços mínimos não se aplicam à paralisação em Portugal e que “estão apresentadas as situações dos trabalhadores e as queixas às entidades portuguesas”. “O SNPVAC aguarda o desfecho”, acrescentou a mesma fonte.

Os sindicatos europeus dos tripulantes de bordo da transportadora aérea vão reunir-se em 7 de setembro, em Roma, estando confirmada a presença de representantes das organizações de Portugal, Espanha, Itália, Alemanha, Bélgica, Holanda e Irlanda.

A decisão de partir para a greve europeia foi tomada em 5 de julho numa reunião, em Bruxelas, entre vários sindicatos europeus para exigirem que a companhia de baixo custo aplique as leis nacionais laborais e não as do seu país de origem, a Irlanda.

Os trabalhadores têm exigido que a transportadora irlandesa de baixo custo aplique a legislação nacional, nomeadamente em termos de gozo da licença de parentalidade, garantia de ordenado mínimo, e que retire processos disciplinares por motivo de baixas médicas ou vendas a bordo dos aviões abaixo das metas definidas pela empresa.

Em Portugal, os tripulantes tinham realizado uma greve no período da Páscoa. Na semana passada, estiveram em greve os pilotos das bases da Ryanair da Suécia, Irlanda, Holanda, Bélgica e Alemanha.

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