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Sites de procura de emprego queixam-se de posição dominante da Google

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A Reuters avança que há concorrentes na Europa que estão preparados para apresentar queixa contra o domínio da empresa norte-americana nesta área.

A agência indica que há 23 empresas que disponibilizam ferramentas para procura de emprego na Europa, que acusam a Google de abusar da sua posição dominante no mercado. A Reuters noticia que teve acesso a uma carta enviada por essas organizações, destinada a Margrethe Vestager, a comissária Europeia para a Concorrência, pedindo que as ações da Google sejam suspensas durante um processo de investigação.

A ferramenta disponibilizada pela Google permite agregar vários anúncios de emprego, de diferentes empregadores, numa única plataforma. À semelhança de outras soluções, é possível filtrar, guardar vagas ou receber alertas sobre vagas que sejam do interesse do candidato. Este produto da Google chegou às pesquisas em 2017; um ano depois, chegaria ao Reino Unido.

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Os rivais indicaram à Reuters que as práticas da Google são “ilegais”, uma vez que a gigante da Internet estará a tirar partido da sua posição no mercado para atrair utilizadores para visualizar as vagas. Por seu turno, os rivais necessitam de investir mais em marketing para tentar competir com a posição da Google.

A reportagem da Reuters indica ainda que, caso a Comissão Europeia não responda a esta carta, será apresentada uma queixa formal contra as práticas de concorrência da Google.

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Margrethe Vestager abandonará o cargo a 31 de outubro, após um mandato marcado por duras críticas às grandes tecnológicas e à aplicação de três avultadas multas à Google. A mais recente data deste ano, com a aplicação de uma coima de 1,49 mil milhões de euros, por práticas abusivas na publicidade digital.

Apesar da saída de Vestager, a Reuters indica que a Comissão Europeia estará a preparar afincadamente a passagem de pasta, tendo em conta todas as investigações em curso.

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