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SIVA passa a ser integralmente detida por empresa do grupo VW

Fotografia: SIVA
Fotografia: SIVA

A SIVA, que comercializa as marcas Volkswagen, Audi e Škoda, passa a ser integralmente detida pela Porsche Holdings, sociedade pertencente ao Grupo VW, um processo que deverá estar concluído este ano, anunciou a SAG ao mercado.

Em comunicado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a SAG, liderada por João Pereira Coutinho, informa que “chegou a acordo com a Porsche Holdings (sociedade pertencente ao Grupo VW) e as instituições financeiras que participam nos financiamentos e garantias do Grupo SAG”.

“Apesar da complexidade do processo negocial com os diversos ‘stakeholders’, incluindo as marcas representadas pela subsidiária SIVA, as instituições financeiras que participam nos financiamentos e garantias que o grupo SAG dispõe e entidades do Grupo VW, foi possível estabelecer um acordo que permitirá garantir a continuidade das operações”, adianta.

No comunicado, a SAG informa que, no início de 2018, “e com o objetivo de permitir a continuidade das operações do Grupo SAG, o Conselho de Administração da SAG Gest começou a desenvolver, em conjunto com as marcas representadas, pela subsidiária SIVA, um plano de reposicionamento do seu negócio de forma a inverter a situação e garantir a sustentabilidade de todo o grupo”.

Em 2018, o volume de vendas das marcas distribuídas pela SIVA foi de 20.349 veículos, uma queda de 32,6% face às 30.171 unidades em 2017. Correspondeu a uma quota de 8,4% no mercado de veículos ligeiros de passageiros, abaixo dos 12,8% em 2017, e de 7,6% no mercado de veículos ligeiros (veículos de passageiros e comercias ligeiros), que compara com a quota de mercado de 11,6% do ano anterior.

No comunicado ao mercado, a SAG explica que como resposta à situação em que o grupo SAG se encontra, a administração ajustou os planos de compras com as diversas marcas do Grupo VW, “reduzindo o volume de encomendas e solicitando a redução dos prazos de recebimento dos apoios comerciais das marcas”.

A SAG fechou 2018 com um prejuízo de 176,9 milhões de euros e capitais próprios negativos em 169,2 milhões de euros.

No final de dezembro, a dívida líquida consolidada do grupo era 129,1 milhões de euros, mais quatro milhões de euros do que no final do ano anterior.

Na terça-feira à noite, o empresário João Pereira Coutinho anunciou a intenção de lançar uma oferta pública de aquisição (OPA) sobre a SAG GEST – Soluções Automóveis Globais, que lidera, pagando uma contrapartida de 0,0615 euros.

Segundo o comunicado divulgado, o objetivo do oferente é o de “assegurar às subsidiárias da sociedade visada a continuidade da sua atividade por outra via e permitir aos acionistas venderem as suas participações na sociedade visada dado que esta deixará de operar no negócio do ramo automóvel – isto é, na principal atividade que desenvolveu desde a sua constituição”.

A intenção é “encontrar uma solução financeira para as empresas que permita garantir a continuação da atividade das subsidiárias operacionais e, mais importante, a manutenção dos mais de 650 postos de trabalho diretos”, refere.

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