indústria automóvel

Siza Vieira quer Autoeuropa em 2030 e virada para carros elétricos

Ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, conduziu T-Roc com o diretor-geral da Autoeuropa, Miguel Sanches. (PAULO SPRANGER/Global Imagens)
Ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, conduziu T-Roc com o diretor-geral da Autoeuropa, Miguel Sanches. (PAULO SPRANGER/Global Imagens)

Ministro da Economia visitou maior fábrica de carros em Portugal no primeiro de dois dias de roteiro automóvel.

O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, está a contar com a permanência da Autoeuropa pelo menos nos próximos 10 anos. Só que a fábrica do grupo Volkswagen em Portugal vai ter de apostar em veículos menos poluentes, no entender do governante. Pedro Siza Vieira iniciou esta quinta-feira o roteiro de dois dias pelas fábricas de automóveis em Portugal.

“Tivemos oportunidade de discutir o que será a Autoeuropa daqui a 10 anos e saio daqui com boas razões para estar confiante. Espero que a Autoeuropa continue a ser vista em 2030 como uma unidade de excelência, de extraordinária produtividade dentro do grupo Volkswagen mas também em termos mundiais. Espero ainda que a Autoeuropa venha a participar nos movimentos de mudança da indústria automóvel. Saio daqui muito reconfortado com a equipa de gestão e com os trabalhadores”, afirmou o ministro aos jornalistas no final da visita à fábrica.

Siza Vieira veio de carro elétrico para a Autoeuropa mas dentro da fábrica só teve oportunidade de conduzir a versão mais desportiva do SUV T-Roc, um modelo a gasolina com 300 cavalos. Daqui a 10 anos, “o mercado vai pedir cada vez mais veículos elétricos e veículos com motor de combustão interna menos poluentes”, espera o número dois do Governo. Na quarta-feira, o ministro declarou à agência Bloomberg que “existem planos para começar a produzir carros elétricos” na fábrica de Palmela.

Apesar da ambição do ministro, o diretor-geral da Autoeuropa mantém a postura defensiva sobre o futuro da fábrica. “Queremos continuar a ser um parceiro confiável junto da administração na Alemanha e a ter a mão de obra motivada e tecnicamente muito competentes que temos. A partir daí, o céu é o limite.”

Até lá, modelos híbridos e elétricos no grupo Volkswagen só são produzidos em sete das 122 fábricas do grupo Volkswagen, uma nos Estados Unidos, três na Alemanha e três na China, “os mercados mais importantes”.

Miguel Sanches acrescenta que “mudar a produção da Autoeuropa para estes veículos depende da aceitação dos veículos elétricos, da criação de infraestrutura que suporte a compra e utilização destes modelos e a evolução do mercado. Com tempo, será feita a multiplicação para outras unidades. Se a Autoeuropa mantiver os níveis de excelência, de produtividade e de custos de fabricação com uma mão de obra qualificada é uma questão de tempo” até os elétricos começarem a ser montados em Palmela.

Em 2019, a Autoeuropa produziu 256 878 unidades, representando 74,3% de toda a produção automóvel em Portugal.

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