Sky vai duplicar equipa em Lisboa e chegar às 400 pessoas

Tecnologia criada em Portugal é usada por milhões de clientes da operadora britânica de televisão. Segue-se a gigante norte-americana NBCUniversal.

A britânica Sky vai continuar a aumentar a equipa em Portugal e o próximo objetivo já está definido: passar dos 200 funcionários que tem agora para 400, num processo que ficará completo até 2021. A garantia é dada por Pedro Geada, líder do centro tecnológico de Lisboa.

“Somos muito exigentes com a qualidade, portanto o que nos limita não é tanto ter projetos para as pessoas. Se encontrássemos 200 pessoas amanhã, tínhamos projetos para elas. Queremos pessoas que se adequem à nossa cultura, que tenham o espírito certo, que sejam boas tecnologicamente, e à medida que os formos encontrando, vamos recrutando. No fundo há 200 vagas abertas”, disse em entrevista ao Dinheiro Vivo.

Este novo objetivo está alinhado com a mudança de escritório que a empresa anunciou em março deste ano, estando prevista a passagem da Sky do complexo empresarial Torres de Lisboa para um espaço em Entrecampos, com a mudança a acontecer em outubro.

Pedro Geada não revela o valor específico destes investimentos, dizendo apenas que “são muitos milhões ao longo dos anos que já foram investidos em Portugal.”

Um elemento que ajuda a explicar esta nova aposta em Lisboa é a aquisição da Sky, uma das maiores operadoras de televisão do Reino Unido, pela gigante norte-americana Comcast, por 34,5 mil milhões de euros. “Agora, pertencendo a um grupo maior, temos ainda mais projetos. Mas mesmo que essa aquisição não tivesse acontecido, provavelmente estaríamos a recrutar.”

A partir do centro em Lisboa são desenvolvidas tecnologias que suportam a infraestrutura de conteúdos da Sky - como sistemas de licenciamento de conteúdos, descoberta e pesquisa de séries e filmes ou ferramentas de pagamento - e que são usadas por milhões de clientes da operadora todos os dias.

A loja Sky Store ou a aplicação Sky Go também estão entre os projetos criados em Portugal. “Temos sistemas que recebem mais de 50 mil pedidos por segundo e, portanto, se o nosso sistema estiver em baixo um segundo, há 50 mil clientes que não tiveram aquilo que estavam à espera. Isso dá-nos um grau de responsabilidade e exigência muito grande”, sublinha o responsável.

As tecnologias usadas em Portugal também já estão a ser integradas nas diferentes marcas do grupo americano Comcast, e Pedro Geada confirma que o centro português está envolvido no projeto da criação da plataforma de streaming que a NBCUniversal, detida pela Comcast, tenciona lançar no mercado já em 2020.

A Sky em Portugal traçou ainda um segundo objetivo: aumentar o número de mulheres na equipa para que representem 30% da força de trabalho. Atualmente 10% dos funcionários da Sky são mulheres, um número positivo tendo em conta que apenas 5% dos currículos enviados à empresa pertencem ao sexo feminino.

“Toda a gente tem este problema, há muito poucas mulheres na tecnologia”, alerta o responsável. Por cá, a Sky tem promovido eventos nos quais fala da falta de diversidade no setor. “É preciso um dinamismo diferente no mercado.”

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