Só 3 trabalhadores quiseram ações da EGF, Mota-Engil fica com o resto

Apenas três trabalhadores da Empresa Geral de Fomento deram ordens de compra de ações da companhia, no âmbito da privatização

Apenas três trabalhadores da Empresa Geral de Fomento deram ordens de compra de ações da companhia, no âmbito da privatização, pelo que a Mota-Engil terá de adquirir ao Estado os títulos que este ainda detém.

Segundo os resultados esta segunda-feira divulgados através da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários, a Oferta Pública de Venda aos trabalhadores de ações representativas de 5% da Empresa Geral de Fomento (EGF) terminou com três ordens de compra, no total de 1300 ações vendidas.

Tendo em conta que o preço por ação é de 13,8960 euros, estes trabalhadores gastaram cerca de 18 mil euros. A liquidação física e financeira da venda acontecerá esta quarta-feira.

A EGF é uma empresa de recolha, transporte, tratamento e valorização de resíduos urbanos que, antes da privatização, tinha como acionistas a empresa estatal Águas de Portugal (51%) e os municípios (49%).

A privatização da EGF foi aprovada pelo Governo PSD/CDS-PP em março de 2014, sob forte contestação, sobretudo dos municípios.

Em setembro de 2014, o consórcio SUMA (Serviços Urbanos E Meio Ambiente), liderado pela Mota-Engil, venceu o concurso público, pelo que ficou com 95% do capital social da EGF, como contrapartida de 149 milhões de euros.

Quanto aos restantes 5% da empresa, equivalente a 560 mil ações, estes foram destinados a trabalhadores, a serem alienados pelas Águas de Portugal.

Hoje foi conhecido que apenas três trabalhadores deram ordens de compra de 1300 ações, pelo que os títulos que não foram comprados serão obrigatoriamente adquiridos pelo consórcio liderado pela Mota-Engil, tal como definido nas regras do concurso.

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