Monumental Palace Hotel

Soares da Costa “vai ter de nos indemnizar pelas asneiras que fez”

Mário Ferreira, Douro Azul
Mário Ferreira, Douro Azul

Mário Ferreira diz que a obra do Monumental Palace Hotel vai continuar e diz basta aos atrasos e prejuízos que já levam dois anos.

A monumental novela que envolve Mário Ferreira e a Soares da Costa continua a dar que falar. A construtora, a cargo da requalificação do Monumental Palace Hotel, foi afastada do projeto no início do mês e, inconformada com a decisão, acusa a dona do hotel – a Mystic Invest, de Mário de Ferreira -, de ter ‘roubado’ o livro de obra. Diz, por isso, que irá a tribunal reclamar uma indemnização de um milhão de euros. Mário Ferreira fala em desespero de uma empresa em dificuldades financeiras e garante que os tribunais lhe darão razão, porque os atrasos da construtora resultaram em prejuízos, e numa obra que não acaba”. [A Soares da Costa] vai ter de ir sempre a tribunal para nos indemnizar pelas asneiras que fez, por isso, a tribunal vai ter de ir sempre”, disse o empresário Mário Ferreira ao Dinheiro Vivo.

“Estamos tranquilos e é uma pena que isto tenha acontecido porque, até a nível pessoal, sempre tive uma grande estima e amizade pelo Dr. Joaquim Fitas. Convidei-o para eventos privados a ele e à sua mulher com muito gosto. É uma pessoa de bom trato e até é desagradável que este tipo de troca de galhardetes existam”, refere Ferreira, em reação a uma entrevista dada pelo CEO da Soares da Costa ao jornal online Eco, onde diz que a sua empresa foi alvo de ações violentas e teve “que ir à esquadra fazer queixa”.

Ferreira mostra-se pouco preocupado, e diz-se “tranquilo” com decisão de afastar a construtora da obra, depois de sucessivas tentativas de contacto que duraram quase meio ano. Já em relação ao ‘furto’ que o CEO da construtora denuncia, Mário Ferreira admite que não faz sentido. “Fico um pouco chocado com o palavreado que o Dr. Fitas tem usado”, diz, completando que “não há necessidade deste tipo de palavras até porque ele não poderá ter nada a apontar-me assim como eu também não tenho. A obra correu mal, passou tempo a mais, dois anos, e é o que é. E agora nós temos de andar para a frente. Temos de acabar a obra, já tivemos prejuízos suficientes e não estávamos dispostos a continuar”.

O empresário também dono da Douro Azul adianta ainda que tentou “dentro da relação pessoal que tínhamos, contactá-lo por várias vezes, mandei mensagens, telefonemas. E desde junho desde ano que ele nunca me retribuiu as chamadas”.

Mas é com um tom relativamente descontraído que olha para a ‘monumental’ crise que envolve o edifício da Avenida dos Aliados. “Mesmo que queira esforçar-me não posso falar mal do Dr. Fitas porque ele sempre foi cordial comigo, tal como eu fui com ele. Esta situação prende-se com o livro de obra e ponto final. Não há aqui má fé nem da parte dele, nem como ele deve esperar, da minha”, adianta ainda.

“É inadmissível que o presidente de uma grande construtora, que tem milhares de funcionários a cargo, não saiba qual é a lei que rege o controlo de um livro de obra. E disse que lhe tinham roubado o livro de obra da obra, que tem de estar na obra, como está”, afirmou o empresário ao Dinheiro Vivo, à margem do 29º Congresso da Hotelaria e Turismo que decorre até esta sexta-feira em Coimbra.

A rescisão do contrato foi justificada por incumprimentos, atrasos na execução e desvio das verbas na ordem dos dois milhões de euros adiantadas para materiais e equipamentos. Mas Ferreira não adianta o valor perdido, até porque “terá de ser anunciado no sítio certo”, refere.

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