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Sobras de apoios para motas elétricas vão ajudar a comprar carros e bicicletas

Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, carrega o seu carro elétrico, PAULO CUNHA/LUSA
Ministro do Ambiente, João Pedro Matos Fernandes, carrega o seu carro elétrico, PAULO CUNHA/LUSA

Fundo Ambiental fechou candidaturas para atribuição de incentivos para compra de veículos sem emissões. Centenas de carros vão ficar sem 'cheques'.

Terminaram no sábado as candidaturas para o apoio na compra de bicicletas, motas e automóveis elétricos. Cerca de 2500 candidaturas depois, apenas sobraram perto de 25 mil euros no Fundo Ambiental. Este montante vai ser aproveitado, agora, para atribuir ‘cheques’ aos proprietários de carros e bicicletas sem emissões de dióxido de carbono. O Fundo Ambiental já atribuiu 2,975 milhões de euros desde o início do ano.

“A redistribuição das verbas do incentivo será feita por ordem de submissão das candidaturas, conforme estipulado no regulamento, mais concretamente no ponto n.º 6.6. Ou seja, as candidaturas das tipologias “Veículo ligeiro” e “Bicicleta” serão ordenadas por ordem de submissão, independentemente da tipologia, e o valor que sobra da tipologia “Motociclo/Ciclomotor” ser-lhes-á atribuído pela mesma ordem, até se esgotar”, explica fonte oficial do Ministério do Ambiente e da Ação Climática ao Dinheiro Vivo.

Em 2019, o Fundo Ambiental aumentou, pelo terceiro ano consecutivo, a verba disponível para apoiar a compra de veículos eficientes. Além dos carros, há um total de três milhões de euros para aquisição de motas e, pela primeira vez, também há apoios para bicicletas.

Tal como no ano passado, a ajuda para comprar motas é a menos procurada: dos 100 mil euros disponíveis, só foram utilizados 55 550 euros, para 142 candidaturas. Nas bicicletas, estão praticamente esgotados os 1000 ‘cheques’ de 250 euros – já foram atribuídos 998 incentivos, no valor total de 249,5 mil euros.

Os pedidos de ‘cheques’ para compra de carros elétricos foram os mais procurados: foram recebidas 1686 candidaturas, tendo sido aceites 1078, no valor total de 2,670 milhões de euros.

Em 2019, pela primeira vez, passou a haver valores diferentes de incentivos para particulares e empresas: cada particular pode receber 3000 euros e as empresas podem encaixar 2250 euros por veículo, até ao limite de quatro unidades. Resultado: nunca houve tantos particulares a pedirem a ajuda do Estado para comprar carros elétricos. Ainda assim, as empresas ficaram com sete em cada dez apoios atribuídos, segundo os dados disponibilizados pelo Fundo Ambiental ao Dinheiro Vivo no início de novembro.

A procura de apoios para a aquisição daquele tipo de automóveis foi tão grande que há ainda 443 candidaturas por validar pelo Fundo Ambiental. Desde o início do ano, já foram vendidos 6219 carros elétricos, correspondendo a 2,5% de todo o mercado automóvel português.

E para o ano?

Para 2020, antecipa-se um novo aumento do dinheiro para o Fundo Ambiental ajudar à compra de carros elétricos. Em entrevista ao Dinheiro Vivo, João Matos Fernandes, defendeu que esta medida tem de ter mais dinheiro.

“O que queremos é fazer crescer esse montante para podermos apoiar um maior número de carros. Se calhar faz sentido, confesso que não pensei nisso ainda de maneira fechada, até a reduzir o valor do incentivo para podermos conseguir ter mais veículos apoiados.” A razão é o plano português para neutralizar as emissões de dióxido de carbono até 2050.

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