Solução do Governo para a Groundforce passa por "garantir mudança acionista"

Governo "tem a expectativa que a venda por parte do Montepio das ações da Pasogal, que tem em sua legítima posse, terá um desfecho positivo nos próximos dias", refere, em comunicado, o Ministério das Infraestruturas e Habitação

O Governo está preparado para avançar "de imediato com as ações necessárias para garantir a mudança acionista indispensável para a viabilização da Groundforce", caso a venda das ações detidas pelo Montepio não se concretize.

Em comunicado, o Ministério das Infraestruturas e Habitação disse hoje que o Governo "tem a expectativa que a venda por parte do Montepio das ações da Pasogal, que tem em sua legítima posse, terá um desfecho positivo nos próximos dias".

"No entanto, caso essa venda não se concretize muito em breve, o Governo avançará de imediato com as ações necessárias para garantir a mudança acionista indispensável para a viabilização da empresa", acrescenta, sem adiantar mais detalhes.

Na mesma nota, a tutela refere que "essa alteração da estrutura acionista permitirá também cumprir com o que é devido aos trabalhadores, nomeadamente, em matéria de progressões na carreira".

O Governo recorda que, "no seguimento da decisão do juízo central cível de Lisboa que declarou improcedente a providência cautelar interposta pela Pasogal para impedir o Montepio de alienar a participação na Groundforce, o Ministério das Infraestruturas e da Habitação vê reunidas as condições para uma resolução definitiva da instabilidade que se vive na empresa".

Na terça-feira, o ministro das Infraestruturas e Habitação, Pedro Nuno Santos, disse que o Estado e a TAP iriam assegurar uma solução para a Groundforce, mesmo que falhe o processo de venda das ações da empresa, a cargo do Montepio.

Em audição regimental na Comissão de Economia, Inovação, Obras Públicas e Habitação, o governante confirmou que "há um processo de venda em curso, liderado pelo Montepio, que teve ontem [segunda-feira] uma decisão muito importante do tribunal que lhe reconhece o direito de vender as ações da Pasogal na Groundforce".

"Estamos a acompanhar e temos a expectativa de que o processo de venda por quem tem o direito de vender seja concluído com sucesso e isso significaria a entrada de um sócio com capacidade financeira para podermos iniciar uma vida de estabilidade", referiu então o ministro.

No entanto, realçou o ministro, "se o Montepio não conseguir proceder à venda, o Estado ou a TAP encontrarão uma solução".

A Groundforce é detida em 50,1% pela Pasogal e em 49,9% pelo grupo TAP, que, em 2020, passou a ser detido em 72,5% pelo Estado português.

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