Resultados 1º trimestre

Sonae aumenta vendas para 1,4 mil milhões apesar de Páscoa tardia

Cláudia Azevedo, CEO do grupo SONAE.
( José Carmo / Global Imagens )
Cláudia Azevedo, CEO do grupo SONAE. ( José Carmo / Global Imagens )

O negócio do retalho alimentar ultrapassou a fasquia de vendas de mil milhões de euros nos primeiros três meses do ano

A Sonae registou vendas de 1.461 milhões de euros no primeiro trimestre deste ano, um incremento de 8,9% face ao período homólogo de 2018, alavancado sobretudo na performance do negócio do retalho alimentar e nas vendas da Sonae Sierra, onde agora detém uma participação de 70%. O grupo contabilizou um lucro de 18,3 milhões (mais 6,5%).

A Sonae MC fechou o trimestre com um volume de negócios de 1.048 milhões, um aumento de 7,4% em termos homólogos e de 1,1% quando comparadas vendas like-for-like (igual base de parque de lojas). Segundo João Dolores, CFO do grupo, “há mais de 30 trimestres consecutivos que a Sonae MC está a crescer em quota de mercado”.

“A Sonae teve um bom início de ano, apesar do efeito de calendário adverso com uma Páscoa tardia”, sublinha em comunicado enviado ao mercado Cláudia Azevedo, que no fim de abril assumiu formalmente o comando do grupo Sonae. A responsável salienta os “contributos positivos de praticamente todos os negócios, em particular da Sonae MC e da Sonae Sierra, cujos resultados são agora consolidados integralmente nas contas da Sonae”.

A evolução positiva das vendas traduziu-se num EBITDA subjacente de 105 milhões de euros até março, um crescimento de 15,6% face ao homólogo de 2018. O EBITDA atingiu os 136 milhões, mais 33,4%, alavancado pelas equivalências patrimoniais da Sonae Sierra (centros comerciais) e da ISRG (retalho de artigos de desporto, onde se inclui a Sportzone), e pela mais-valia de cerca de cinco milhões da alienação da Saphety pela Sonae IM (focada em empresas tecnológicas).

Nos primeiros três meses do ano, o grupo investiu 116 milhões de euros (um aumento de 64%), valor que foi aplicado nomeadamente na aquisição de 60% da rede espanhola de parafarmácias e cosmética Arenal (cerca de 45 milhões), na expansão do número de lojas de retalho alimentar e na compra de participações em empresas tecnológicas.

A dívida líquida do grupo é de 1.701 milhões de euros, montante que reflete a compra da Arenal, o impacto da aquisição de mais 20% da Sonae Sierra e a consolidação da dívida líquida. Em base comparável, o endividamento caiu 99 milhões.

Nesta primeira mensagem ao mercado como CEO da Sonae, Cláudia Azevedo agradeceu “ao Paulo e ao Ângelo pelo seu apoio na fase de transição e por poder continuar a beneficiar de toda a sua sabedoria como presidente e membro não executivo do conselho de administração”.

Cláudia Azevedo sublinha ainda no comunicado que a Sonae tem “mais de 53 mil pessoas comprometidas com a construção de uma long-living company focada na criação de valor económico e social”.

Arenal em expansão
A Sonae quer agora reforçar e expandir o parque de lojas da Arenal, marca retalhista de saúde e bem-estar, que atualmente totaliza 41 espaços. Segundo João Dolores, este ano deverão abrir mais 10 unidades no norte de Espanha, região onde está implementada. A aquisição da Arenal (no primeiro trimestre deste ano) prendeu-se com a estratégia de reforço da internacionalização do grupo, num negócio em que a Sonae acredita poder acrescentar valor.

Também o parque de lojas de retalho alimentar deverá manter o ritmo de expansão. O objetivo é abrir entre 15 a 20 lojas por ano, essencialmente da insígnia Bom dia, referiu o gestor. Apesar da aposta em formatos de proximidade, a atividade dos hipermercados “tem crescido”. A estratégia do grupo assenta na “complementaridade” das diferentes lojas, disse, reforçando a confiança neste modelo de negócio.

Se na área da moda a Páscoa não teve efeitos nas vendas, o mesmo não sucedeu na eletrónica. A Worten viu o volume de negócios cair 2% para 237 milhões neste primeiro trimestre. Já a Sonae Fashion registou uma faturação de 98 milhões, um aumento de 1% face ao trimestre homólogo de 2018. As vendas das marcas de moda do grupo apresentaram um crescimento de 4,4% like-for-like, para o qual o online deu um forte contributo, com um aumento superior a 40% em termos homólogos.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Mário Vaz, CEO da Vodafone Portugal  Fotografia: Orlando Almeida / Global Imagens

Mário Vaz. “Havendo frequências, em julho teríamos cidades 5G”

O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa (C), durante a cerimónia militar do Instituto Pupilos do Exército (IPE), inserido nas comemorações do 108.º aniversário da instituição, em Lisboa, 23 de maio de 2019.  ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Marcelo: “Quem não for votar, depois não venha dizer que se arrepende”

Certificados

Famílias investiram uma média de 3,3 milhões por dia em certificados este ano

Outros conteúdos GMG
Sonae aumenta vendas para 1,4 mil milhões apesar de Páscoa tardia