Hotelaria

Sonae Capital ganha hotel em Santa Apolónia mas admite “obstáculos”

A estação de Santa Apolónia vai receber um hotel The House, marca da Sonae Capital. Fotografia: Nuno Pinto Fernandes/Global Imagens
A estação de Santa Apolónia vai receber um hotel The House, marca da Sonae Capital. Fotografia: Nuno Pinto Fernandes/Global Imagens

A Sonae Capital ganhou a concessão de um hotel na estação de Santa Apolónia por um prazo de 35 anos

A Sonae Capital ganhou o concurso para a exploração de um hotel na estação de Santa Apolónia, em Lisboa, lançado pela Infraestruturas de Portugal e que prevê a instalação de uma unidade hoteleira de quatro ou mais estrelas, com um mínimo de 120 quartos, em parte do edifício da estação de caminho-de-ferro, confirmou Miguel Gil Mata, CEO da empresa ao Dinheiro Vivo. Contudo, o gestor admite que “há um conjunto de obstáculos” a ultrapassar até poder afirmar que o investimento será uma certeza. Em cima da mesa está também a internacionalização da área hoteleira.

Confrontado com a possibilidade de avançar já em 2019 com o projeto hoteleiro, Miguel Gil Mata afirmou que “é uma possibilidade”, mas que “há que passar por diversos crivos” e “formalidades” e auferir da viabilidade. A instalação de um hotel em Santa Apolónia prevê a assinatura de um contrato de concessão por um período de 35 anos e a realização de obras de renovação na estação.

A Sonae Capital apresentou-se a concurso através da empresa The House Ribeira Hotel, que explora uma unidade hoteleira na cidade do Porto. Aliás, a Sonae Capital já tinha afirmado publicamente que a estratégia para a área hoteleira passava pela expansão da marca The House às cidades de Lisboa e Porto.

Miguel Gil Mata, que falava à margem da apresentação do redenominado restaurante A Escola by The Artist (do The Artist Porto Hotel & Bistro), afirmou que “o mercado turístico está muito forte, os preços estão muito altos” e isso obriga a “sermos criteriosos na forma de alocarmos fundos, a manter a disciplina”. No entanto, frisou, “olhamos com muita atenção as oportunidades” que possam surgir.

A internacionalização da área hoteleira é outra das apostas. Segundo Miguel Gil Mata, esse processo “não está iminente”, por isso, não revelou quais os mercados em estudo já que a Sonae Capital está ainda numa fase “muito exploratória”.

A Sonae Capital explora cinco hotéis, três no Porto e dois em Tróia.

Aposta forte na energia e indústria
Miguel Gil Mata adiantou ainda que a Sonae Capital está muito centrada em investir nos setores da energia e da indústria. Na área energética, a empresa está a estudar a entrada no mercado do México. Como afirmou, “temos fortes intenções de explorar a área de energia em alguns mercados específicos”, apontando o mexicano como uma hipótese real.

“Acreditamos que temos um conjunto de skills [capacidades] que achamos que podemos replicar”, disse. No caso do México, onde estão a estudar a construção e exploração de centrais de cogeração, “é um mercado fortemente industrializado, com um enquadramento energético favorável e que está imaturo em termos de infraestruturas energéticas”, justificou. O gestor adiantou ainda que “são investimentos a muito longo prazo, que precisam de tempo de maturação”. No México, o foco está apontado para centrais de cogeração, “é isso que persseguimos”, disse Miguel Gil Mata.

Neste momento, a Sonae Capital tem em curso a construção de uma central de biomassa em Mangualde, um investimento de 50 milhões de euros, que deverá entrar em funcionamento no final de 2019 ou início de 2020. A central está em plena fase de construção.

Já no que se refere à indústria e depois da aquisição da metalomecânica Adira, a Sonae Capital quer criar um cluster português na área dos bens de equipamento e, nesse sentido, “as aquisições são para continuar”. Como frisou Miguel Gil Mata, “há oportunidades de consolidação” nesta área.

A Sonae Capital tem “uma grande diversidade de ativos imobiliários espalhados por todo o país” e isso é “uma fonte natural de financiamneto para outras áreas que queremos reforçar”, adiantou o gestor, sublinhando que a empresa está também confortável para recorrer a financiamento externo.

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