Resultados

Sonae Indústria com lucros pela primeira vez desde 2007

Paulo Azevedo, presidente da Sonae Indústria
Paulo Azevedo, presidente da Sonae Indústria

A parceria com a Arauco, que deu origem à Sonae Arauco, detida em partes iguais, levou à redução do endividamento e à melhoria dos resultados

A Sonae Indústria fechou o exercício de 2016 com um crescimento de 5,7% no seu volume de negócios face ao ano anterior, num total de 241 milhões de euros, um valor afetado pela conclusão da parceria com em partes iguais com a Arauco os mercados europeus e da África do Sul. A faturação proporcional, considerando os 50% da Sonae Indústria na nova Sonae Arauco, foi de 639 milhões de euros. Mais importante, assegurou os primeiros resultados líquidos positivos desde 2007.

Em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a holding destaca que este desempenho se deveu, em especial, aos “melhores resultados” da unidade no Canadá, que teve, em 2016, um “melhor mix de produto e aumentos nos preços médios de venda”. Além disso, os resultados beneficiaram, também, do desempenho positivo da unidade de laminados em Portugal, cujas vendas cresceram 44% face ao ano anterior.

“Deve-se realçar que a desvalorização do dólar canadiano face ao euro durante este período afetou negativamente o volume de negócios consolidado. Numa base comparável, utilizando taxas de câmbio de 2015, o volume de negócios teria sido superior em cerca de 20 milhões de euros, representando um crescimento de 8,9%”, destaca ainda a empresa.

O EBITDA recorrente cresceu 28,5% para 38,4 milhões de euros e a margem EBITDA recorrente melhorou para 15,9%, situando-se 2,8 pontos percentuais acima do valor registado em 2015. O resultado líquido da companhia situou-se nos 11 milhões de euros, valor que representa uma melhoria de 47 milhões de euros face a 2015, numa base comparável.

A dívida líquida da Sonae Indústria era de 214 milhões no final do ano, valor que representa uma redução de cerca de 4 milhões de euros face ao final do trimestre anterior. Quando comparado com o final de 2015, a redução da dívida líquida é de 357 milhões de euros, fruto da aplicação no reembolso de dívida dos 137,5 milhões de euros recebidos da Arauco relativos ao aumento de capital na Sonae Arauco, bem como à desconsolidação da dívida da Sonae Arauco do universo Sonae Indústria devido às alterações na estrutura acionista.

Para o presidente do conselho de administração da Sonae, 2016 “foi um ano desafiante e motivador, em que se verificou uma mudança transformacional para o Grupo Sonae Indústria, posicionando-o para o futuro como uma empresa mais rentável e sustentável”.

No que ao desempenho do negócio diz respeito, Paulo Azevedo destaca: “Fomos capazes de aproveitar as melhores condições globais do mercado e os três principais negócios tiveram um desempenho melhor face ao ano anterior, devido particularmente a melhores resultados no negócio da América do Norte e pela forte contribuição da Sonae Arauco. O nosso negócio de Laminados e Componentes também apresentou um melhor desempenho face ao ano anterior, embora a rentabilidade ainda precise de ser melhorada”.

Paulo Azevedo acrescenta, ainda, que, considerando a participação de 50% na Sonae Arauco, o EBITDA proporcional atingiu 90 milhões de euros enquanto a dívida líquida proporcional se situou nos 312 milhões, traduzindo-se num rácio de alavancagem de 3,5x. Este valor compara com um rácio de alavancagem de 5,3x para a Sonae Indústria no final de 2015″, concluiu.

 

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