retalho

Sonae reduz lucros até março para 8 milhões mas cresce em receitas

Paulo Azevedo, presidente da Sonae. Foto: Pedro Granadeiro, Global Imagens
Paulo Azevedo, presidente da Sonae. Foto: Pedro Granadeiro, Global Imagens

No trimestre, grupo investiu 54 milhões de euros e criou 1500 postos de trabalho

A Sonae fechou março com lucros de 8 milhões de euros, o valor representa um recuo de 72,1% face ao período homólogo do ano passado, mas “excluindo os ganhos de capital não recorrentes registados no primeiro trimestre de 2016, fruto essencialmente das operações de sale and lease back, a evolução do resultado líquido da Sonae teria sido positiva”, informa o grupo em nota de imprensa. Nos primeiros três meses do ano passado estas operações tiveram um impacto positivo de 62 milhões de euros nas contas do grupo dono do Continente e da Worten.

A nível operacional, a Sonae viu no trimestre crescer o seu volume de negócios em 6%, para 1.278 milhões de euros, tendo o underlying EBITDA melhorado em 12,7% para 49 milhões, com o impulso do retalho especializado. O EBITDA do grupo fixou-se nos 62 milhões (-47,7%).

Grupo investe 54 milhões de euros até março

Nos primeiros três meses do ano, o grupo de Paulo Azevedo investiu 54 milhões, valor que representa 4,2% do seu volume de negócios. Ainda assim menos 4 milhões face ao primeiro trimestre do ano passado.

O investimento foi essencialmente canalizado para a abertura de novas unidades, lançamento de novos negócios e reforço da internacionalização e do serviço ao cliente, refere o grupo em nota de imprensa. A Sonae MC absorveu 28 milhões deste montante, com 6 milhões a serem canalizados para a Worten e 8 milhões para a Sonae Sports & Fashion e Sonae RP.

Nos primeiros três meses do ano, grupo criou 1500 postos de trabalho.

No retalho, o volume de negócios da Sonae cresceu 4,7%, para 1.257 milhões de euros, apesar do efeito adverso da comparação com o primeiro trimestre do ano passado, que contabilizou o efeito da Páscoa (este ano em abril).

No braço alimentar, a Sonae MC viu as suas receitas subir 3%, para 855 milhões, aumentando a sua quota de mercado. O desempenho não conta com o contributo da compra de 100% do capital dos supermercados Brio fechada já no segundo trimestre e que tem seis localizações na área de Lisboa, aumentando para 7 o número de lojas do grupo na área dos supermercados biológicos.

Na Worten o volume de negócios ascendeu a 218 milhões (+0,6%), tendo a operação de e-commerce crescido 62% em Portugal e mais de 30% em Espanha.

Na unidade de Sports & Fashion, as vendas subiram 25,9%, para 144 milhões.

Na Sonae RP, unidade responsável pela gestão do portefólio de imobiliário de retalho, o valor contabilístico bruto do seu portefólio de ativos era de 1.319 milhões até março, “equivalente a um valor contabilístico líquido de 914 milhões de euros, e incluía 21 lojas Continente, 62 lojas Continente Modelo e 26 lojas Continente Bom Dia”, destaca o grupo no relatório e contas. Até março, esta unidade não realizou nenhuma transação de sale and leaseback.

O volume de negócios da Sonae Sierra totalizou 54 milhões, um aumento de 4,4% quando comparado com o mesmo período de 2016. A taxa de ocupação dos centros comerciais, tanto na Europa como no Brasil, cresceu para 96,3% até março, com as vendas dos lojistas a aumentar 9,8%.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Fotografia: Reuters

PME vão criar mais 70 mil empregos em Portugal

PCP

Subsídios por duodécimos no privado também acabam em 2018

Francisco Pedro Balsemão, CEO do grupo Impresa. Foto: DR

Impresa.Reestruturação já atingiu 20 trabalhadores. E chegou ao Expresso

Outros conteúdos GMG
Conteúdo Patrocinado
Conteúdo TUI
Sonae reduz lucros até março para 8 milhões mas cresce em receitas