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Sonae SGPS concretiza empréstimo obrigacionista de 50 milhões por sete anos

Ângelo Paupério, CO-CEO SONAE. e Paulo Azevedo, Chairman e CO-CEO SONAE.
( José Carmo / Global Imagens )
Ângelo Paupério, CO-CEO SONAE. e Paulo Azevedo, Chairman e CO-CEO SONAE. ( José Carmo / Global Imagens )

Desde o início do ano, a empresa já refinanciou 200 milhões de euros em dívida de longo prazo.

A Sonae SGPS concretizou a emissão de um empréstimo obrigacionista de 50 milhões de euros pelo prazo final de sete anos, o que permite estar “totalmente financiada para o corrente exercício”, foi anunciado na quarta-feira ao final da tarde.

“A Sonae SGPS concretizou com sucesso a emissão de um empréstimo obrigacionista no montante de 50 milhões de euros, por subscrição particular e sem garantias, pelo prazo final de sete anos, o que permite estar totalmente financiada para o corrente exercício”, indicou, em comunicado, a dona dos supermercados Continente.

Desde o início do ano, a empresa já refinanciou 200 milhões de euros em dívida de longo prazo.

Por outro lado, a Sonae SGPS está em processo de formalização de novos empréstimos no montante de cerca de 100 milhões de euros, “que permitirão assegurar todas as necessidades de financiamento atualmente existentes” até ao final de 2020, bem como “manter um perfil de maturidade da dívida confortável”.

A empresa continuará ainda a “explorar outras alternativas de financiamento” de modo a fortalecer o seu balanço.

“Com estas operações, a Sonae SGPS também aumenta a diversificação dos bancos de relacionamento e obtém condições de financiamento mais favoráveis, reduzindo o custo médio de dívida com vista à prossecução dos seus objetivos estratégicos, nas melhores condições”, lê-se no documento.

Em 2018, o custo médio das linhas de crédito utilizadas pelo grupo Sonae, excluindo a SonaeSierra, apresentou um nível próximo de 1%.

Por sua vez, a dívida líquida do grupo Sonae, em base comparável, diminuiu 233 milhões de euros no último exercício, “beneficiando da forte capacidade de geração de ‘cash-flow’ e da robustez dos seus negócios”.

O lucro da Sonae subiu 33,7% para 222 milhões em 2018, um ano que o grupo diz ter sido “de sucesso” e em que o volume de negócios cresceu 8,1% para perto dos seis mil milhões de euros.

Segundo os dados comunicados à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), em 21 de março, a rentabilidade melhorou, com a subida de 26,7% do EBITDA total (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), para 483 milhões de euros, o aumento de 8,4% do EBITDA subjancente, para 372 milhões de euros, e o incremento de 12,2% do EBITDA recorrente, para 425 milhões de euros.

O volume de negócios consolidado atingiu os 5.951 milhões de euros (+8,1%), com o contributo positivo de todas as áreas, com destaque para a Sonae MC (+7,0%) e para a Worten (+7,6%), que apresentaram igualmente “elevados crescimentos no mesmo universo de lojas”.

Na sessão de quarta-feira da bolsa, a Sonae SGPS avançou 1,34% para 0,95 euros.

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