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Sonae Sierra regista resultado líquido de 16,6 milhões de euros

CEO da Sonae Sierra, Fernando Guedes de Oliveira. Fotografia: GI
CEO da Sonae Sierra, Fernando Guedes de Oliveira. Fotografia: GI

Sonae Sierra regista um resultado líquido de 16,6 milhões de euros no primeiro trimestre de 2016, o que representa um crescimento de 31%

A Sonae Sierra registou um crescimento de 31% de lucro no primeiro trimestre deste ano face a igual período do ano passado, atingindo os 16,6 milhões de euros, face aos 12,6 milhões de euros de 2015.

Em comunicado à Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empresa refere que “o resultado líquido da empresa aumentou de forma significativa no primeiro trimestre graças ao desempenho do seu portefólio operacional, ao reforço da sua atividade de prestação de serviços – com a assinatura de quatro novos contratos de serviços de Desenvolvimento – e aos proveitos realizados com a venda de propriedades”.

As vendas dos lojistas na Europa registaram um aumento de 5,3% nos primeiros três meses de 2016, numa base comparável com o período homólogo de 2015. A empresa destaca o crescimento na Roménia (26,8%) e em Espanha (13,3%). Já no Brasil, as vendas dos lojistas diminuíram ligeiramente (0,1% em reais, numa base comparável) em linha com a tendência do último trimestre de 2015.

Leia mais:Sonae Sierra abriu 300 novas lojas em 2015

A taxa de ocupação do portefólio atingiu os 95%, uma ligeira descida em relação aos 95,8% registados no período homólogo do ano passado, reflexo da deterioração da economia brasileira. Na Europa, a ocupação chegou aos 96%, uma melhoria em relação aos 95,7% registados nos primeiros três meses de 2015.

Fernando Guedes de Oliveira, CEO da Sonae Sierra, afirma que “o bom desempenho do nosso portefólio e o enfoque contínuo na nossa atividade de prestação de serviços a terceiros levou a um aumento significativo do resultado líquido. Os Centros Comerciais em desenvolvimento estão a avançar a bom ritmo, incluindo o ParkLake, que atingiu uma ocupação superior a 95% seis meses antes da inauguração”.

Reciclagem de capitais
No primeiro trimestre a empresa prosseguiu a sua estratégia de reciclagem de capital, diluiu a sua posição no Sierra Portugal Fund com a venda de uma participação de 25% à Madison International Realty.

Além disso, concluiu a alienação do Boavista Shopping (São Paulo, Brasil) e de uma participação de 41% no LOOP5 em Weiterstadt, Alemanha. “Apesar da diminuição na participação nestes investimentos europeus, manteve a responsabilidade pela gestão dos Centros Comerciais e do Fundo, tendo libertado capital para financiar as suas atividades de expansão”, lê-se no comunicado.

O EBIT atingiu os 25,4 milhões de euros, 2% abaixo do período homólogo do ano passado “devido às vendas e ao impacto adverso da taxa de câmbio média do real brasileiro”. Excluindo estes efeitos, o EBIT da Sonae Sierra aumentou 13% em comparação com 2015, “devido à melhoria geral do desempenho dos negócios, centros comerciais, serviços de gestão e de desenvolvimento”.

A empresa adianta que no Brasil, “apesar do ambiente macroeconómico desafiante, a performance do portefólio operacional manteve-se positiva, devido ao aumento das receitas provenientes das rendas e dos parques de estacionamento”.

Novos contratos

De acordo com a empresa, a “abertura do Centro Comercial Nova Arcada permitiu que a atividade de gestão de centros comerciais da Sonae Sierra aumentasse as suas receitas ao garantir um contrato de gestão dos 68 500 metros quadrados de espaço comercial deste Centro, que conta com 109 lojas”. Além disso, reforçou a sua atividade de prestação de serviços com a assinatura de quatro novos contratos de serviços de desenvolvimento na Alemanha, na Sérvia e Montenegro, na Eslováquia e na Turquia.

Leia mais:Sonae Sierra investe 180 milhões em projeto inovador na Roménia

Atualmente conta com seis novos projetos em desenvolvimento: ParkLake (Roménia), Nuremberga (Alemanha), Zenata (Marrocos), Málaga Designer Outlet (Espanha), a expansão do NorteShopping (Portugal) e Cucuta (Colômbia).

Financiamento

A Sonae Sierra manteve a sua estratégia de financiamento conservadora e equilibrada e de cobertura de risco de taxa de juro de longo prazo. A estrutura de capital da Empresa tem uma maturidade média da dívida de 3,87 anos, sendo que 39% está abrangida por um instrumento de cobertura de taxa de juro.

A Sonae Sierra continua a beneficiar de um bom acesso a financiamento. O custo médio da dívida da Sonae Sierra é atualmente de 4,1%, em linha com 2015. Excluindo o Brasil, o custo médio da dívida na Europa é de 3,1%.

A Sonae Sierra calcula o seu NAV (Net Asset Value) com base nas normas publicadas em 2007, pelo INREV (European Association for Investors in Non-Listed Real Estate Vehicles). Com base nesta metodologia, em 31 de março de 2016, o NAV da Sonae Sierra atingiu os 1,2 mil milhões. Este valor representa um aumento de 1,4% em comparação com o valor apurado em 31 de dezembro de 2015, sobretudo devido ao resultado líquido alcançado neste período.

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