Sonangol reitera "interesse estratégico" na Galp e no BCP

E entrevista por escrito à agência Bloomberg, o presidente da petrolífera estatal angolana deixa claro que irá vender "dezenas de ativos para reforçar as suas finanças", mas que as participações nas empresas portuguesas não estão contempladas

A Sonangol vai continuar a investir na Galp Energia, considerando um ativo core e estratégico. Em entrevista à Bloomberg, o presidente da petrolífera estatal angolana garantiu que, mesmo que venda "dezenas de ativos para reforçar as suas finanças", a Galp é para manter.

"Em relação à Galp, e por se tratar de uma empresa core, a nossa holding é considerada estratégica. Neste momento, não há qualquer opção de venda", avançou Sebastião Gaspar Martins, em resposta por escrito às questões colocadas pela Blooomberg.

A Sonangol detém, indiretamente, cerca de 15% da Galp, através da Amorim Energia, cuja posição total na petrolífera portuguesa é de 33%.

Recorde-se que, em janeiro, em entrevista ao Diário de Notícias, Sebastião Gaspar Martins havia já reiterado o "interesse estratégico da Sonangol em estar na Galp", bem como no Millennium bcp, no qual é o segundo maior acionista do banco, com uma participação de 19,5%. "Somos parceiros do BCP e, se alguma vez tivermos de nos desfazer da nossa participação, fá-lo-emos em estreita coordenação com o Governo e com os nossos parceiros no banco", frisou então.

À Bloomberg, Sebastião Gaspar Martins afirmou que a participação no BCP "continua a ter um caráter estratégico apesar de ser um ativo secundário", sublinhando que "a decisão de venda será sempre feita de acordo com os interesses do acionista da empresa, que atualmente é o Estado angolano".

A Sonangol é o segundo maior produtor de petróleo em África, tendo fechado o ano de 2020 com prejuízos de três mil milhões de dólares. Tem à venda uma série de participações em blocos petrolíferos e outros ativos como parte de um processo de reestruturação que pretende culminar com uma oferta pública inicial de ações até 2027.

Segundo a Bloomberg, a companhia já vendeu seis dos 56 ativos que pretende alienar até ao final de 2022.

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