Energia

Sousa Cintra: Furos de água e pesquisa de petróleo não têm nada a ver

O empresário Sousa Cintra tem duas empresas, a Domus Verde e a Portfuel.
O empresário Sousa Cintra tem duas empresas, a Domus Verde e a Portfuel.

Empresário diz que furos de água são para projeto de agricultura biológica e garante que trabalhos da Portfuel são outros e que ainda não envolvem furos.

O empresário Sousa Cintra garante que os trabalhos de captação de água que está a fazer em Aljezur, e que foram suspensos pelo Governo por alegadamente não estarem a cumprir o que tinha sido aprovado, nada têm a ver com os trabalhos de pesquisa de petróleo que também estão a ser feitos no Algarve, mas com outra empresa.

“Os furos de água estão a ser feitos para um projeto de agricultura biológica que queria fazer ali naquele terreno, não tem nada a ver com o petróleo. Os produtos biológicos estão a ter muita procura no Algarve e queria ali fazer fazer produtos, por exemplo, batata doce”, disse ao Dinheiro Vivo.

E acrescentou: “A batata doce de Aljezur é a melhor do mundo”.

Sousa Cintra explicou que se tratam de dois negócios diferentes de duas empresas diferentes da qual é proprietário em simultâneo. Uma delas é a Domus Verde, que está a fazer a captação de água, e a outra é a Portfuel, que ganhou duas concessões para explorar petróleo em Aljezur e Tavira.

“Alguma vez a Portfuel ia arriscar as concessões de petróleo a fingir que estava a fazer um furo de água para na verdade retirar petróleo? Isso seria um disparate. E ainda por cima, todos os passos que a Portfuel tem de dar para avançar com os trabalhos de pesquisa de petróleo carecem de autorização da Entidade Nacional para o Mercado dos Combustíveis (ENMC)”, disse ao Dinheiro Vivo o advogado da Domus Verde e da Portfuel, André Figueira.

As suspeitas haviam sido lançadas pela Plataforma Algarve Livre de Petróleo (PALP), que “achou estranho” estarem a se feitos furos de água nos mesmos terrenos onde se ia fazer pesquisa de petróleo e que fez mesmo uma queixa-crime contra a Domus Verde para travar os trabalhos.

Sobre este tema nem o ministério nem a Associação Portuguesa do Ambiente (APA) se pronunciou no comunicado que fizeram na quarta-feira à noite. A causa para a suspensão dos furos de água da Domus Verde está relacionada com o facto da APA ter considerado que a empresa estava a extrair mais água do que os montantes para os quais tinha direito.

Mas Sousa Cintra não concorda. “Não era nada água a mais. Isso é uma mentira escandalosa. Temos licença para fazer dois furos e para procurar água que tem de ser qualidade para a fazer a rega para a agricultura”.

De acordo com o advogado da Domus Verde e também da Portfuel, a licença que têm “é para extrair ate seis mil litros de água por segundo, mas que as amostras têm de ser de água de qualidade e não estava a ser esse o caso”.

Sousa Cintra chega mesma a lamentar toda a situação em que está a ser envolvido sem qualquer justificação. “Quando aparece alguém a querer fazer investimentos aparecem sempre pessoas de má fé. Até perco a vontade de fazer coisas neste país e de me ir embora. Fico muito chateado com isto tudo”, comentou.

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