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Sports Embassy. Uma ponte entre atletas e empresas

Carlos Teixeira, ex-atleta profissional de voleibol. Fotografia: Direitos Reservados
Carlos Teixeira, ex-atleta profissional de voleibol. Fotografia: Direitos Reservados

A empresa desenvolveu um programa para apoiar a integração de atletas no mercado de trabalho

O fim da carreira de um atleta profissional pode tornar-se um pesadelo. Foram dezenas de anos e milhares de horas dedicadas a uma modalidade, que foi uma paixão, mas que retirou espaço e tempo para outras atividades, e, quando a idade aperta, pouco ou nada tem para oferecer no futuro. Nessa altura, há muitos desportistas que chegam a pensar que todo esse trabalho e esforço não valeu a pena.
Carlos Teixeira, que dedicou a sua vida ao voleibol e chegou a representar mais de 300 vezes a bandeira do país, acredita que há sempre um novo caminho e as qualidades de um atleta podem ser aproveitadas pelo mundo empresarial. Por isso, nasceu a Sports Embassy.

Inês Caetano, ex-atleta de pentatlo moderno e mentora do projeto, Guilherme Costa, amador de voleibol, e Carlos Teixeira são as caras e os dínamos da Sports Embassy. Como explica, a empresa “nasce da experiência de vida de atletas profissionais que terminaram a sua carreira”.

A Sports Embassy foi criada há cerca de um ano, mas ainda está a dar os primeiros passos. Contudo, os objetivos são claros: a empregabilidade de quem fez do desporto uma carreira.

Como explica Carlos Teixeira, o seu percurso, enquanto atleta profissional, permitiu-lhe ganhar “um conjunto de competências – disciplina, rigor, força de vontade, trabalho por objetivos e sob stress, resiliência, exposição em público. Na sua opinião, estas valências “são uma mais-valia para o mundo corporativo”. O que é preciso é fazer a ponte entre estes profissionais e as empresas.

Os patrocínios
A Sports Embassy tem apostado em reuniões com empresas (já conta mais de cem) para apresentar o projeto e aferir da sensibilidade dos dirigentes em integrar ex-atletas. Segundo Carlos Teixeira, a recetividade tem sido boa, mas a Sport Embassy precisa de “encontrar financiadores para implementar o programa de transição de carreira”.

É necessária a constituição do perfil do atleta, o que implica consultas com psicólogos, para descortinar as capacidades da pessoa e a que função numa empresa estará mais apta. Inclusive se deve ou não ser impulsionada à criação do próprio negócio. Neste momento, o foco “está na angariação de patrocínios para financiar uma equipa de dois psicólogos e de um gestor de recursos humanos para fazer uma ligação rápida” com o mundo do trabalho. A empresa já entrou em contacto com agentes desportivos.

O programa divide-se em três fases: seleção das candidaturas e procura de financiamento; definição do necessário acompanhamento e certificação. O atleta não necessita de ter formação académica nem objetivos definidos, apenas querer valorizar as competências. Segundo Carlos Teixeira, há já uma lista de atletas para fazer o programa e a empresa quer também trabalhar com desportistas no auge da carreira.

Prestar serviços como consultoria financeira, saúde e bem-estar ou lazer faz também parte da oferta da Sports Embassy.

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