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Spotify quer entrar em bolsa em 2017

Fotografia: REUTERS/Christian Hartmann
Fotografia: REUTERS/Christian Hartmann

Plataforma de streaming sueca quer apresentar lucros para convencer mais investidores

A Spotify quer ser cotada em bolsa no segundo semestre de 2017. A revelação é feita pela Bloomberg no âmbito de uma reportagem alargada sobre a plataforma de streaming de música, que está a fazer dez anos, tem registado prejuízos desde a fundação.

“Este é um sector complicado, e esse ceticismo tem de ser superado”, avalia Mark Mahaney, analista da RBC Capital Markets. A entrada desta empresa em bolsa não pode ser feita muito além de 2017.

Quando recebeu um mil milhões de dólares numa ronda de investimento em março, ficou definido que os investidores poderiam converter o capital em ações com um desconto de 20% face ao preço inicial definido em bolsa. O desconto sobe quanto mais tarde for feita a entrada em bolsa.

A rentabilidade destas plataformas é outra das preocupações dos analistas. Plataformas como a Spotify têm registado poucos ganhos e têm procurado alternativas à música. A empresa sueca investe anualmente 250 milhões de dólares em pesquisa e desenvolvimento para melhorar a capacidade de o software analisar o comportamento dos utilizadores e obter mais receitas publicitárias. Está também a testar uma opção para visualização de vídeo.

A plataforma sueca liderada por Daniel Ek domina o mercado pago de streaming, com mais de 30 milhões de utilizadores. A maioria paga a mensalidade de cerca de 10 dólares para ter acesso a uma biblioteca com milhões de canções sem interrupções. Conseguiu receitas de 2,2 mil milhões de dólares no ano passado, praticamente o dobro de 2014.

Mas a empresa continua a registar prejuízos. Só em comissões para a indústria da música, desembolsou 1,8 mil milhões de dólares. As editoras discográficas ficam com cerca de 55% das receitas, apesar de o líder da Spotify ter tentado reduzir os preços pagos para menos de 50%, menos cinco pontos do que atualmente.

A plataforma sueca já representa mais de 10% das receitas das editoras, ou seja, estas empresas não podem dar-se ao luxo de retirar as músicas do catálogo da Spotify, refere Michael Doernberg, presidente executivo da ReverbNation, empresa que gere serviços publicitários para bandas na internet.

A Spotify está atualmente avaliada em mais de 8 mil milhões de dólares.

(Notícia corrigida às 16h24: a Spotify recebeu um investimento de mil milhões de dólares e não de um milhão de dólares, como referido anteriormente)

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