Consumo

Starbucks vai ser produzido na fábrica da Nestlé no Porto

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Nestlé Portugal fechou o ano passado com receitas de 500 milhões de euros, uma subida de 3,2% face ao 2017

A fábrica de torrefação de café da Nestlé no Porto vai começar a produzir café torrado da Starbucks, anunciou Paolo Fagnoni, diretor-geral da Nestlé Portugal, num encontro com jornalistas. Uma aposta na qual a multinacional investiu cerca de 3 milhões de euros na adaptação da linha de produção.

“Vamos lançar este produto (café Starbucks) no retalho em 5 a 6 mercados que são prioritários. A fábrica do Porto vai produzir os blends de café torrado”, adianta o responsável pelo braço português da multinacional. A produção do café Starbucks junta-se à da Nescafé em grão – que começou a ser produzido o ano passado e já é exportado para 30 mercados -, bem como da Buondi, Sical, Tofa e Christina. A unidade fabril no Porto é um das poucas fábricas do universo Nestlé com competências na área do café torrado, tendo a companhia unidades ainda na Grécia e Escandinávia.

A entrada dos seis blends da Starbucks implicou alterações na linha de produção. “Estamos a modificar a linha de produção e estamos na fase de finalização, na área de torrefação e de embalamento”, descreve Paolo Fagnoni.

A nova gama – desenvolvida pela Nestlé resultante do acordo de comercialização fechado o ano passado com a empresa de Seatle – tem 24 produtos, incluindo café em grão e moído, bem como as primeiras cápsulas da marca de café de Seattle desenvolvidas usando o sistema de café Nespresso e Dolce Gusto e vai ser inicialmente comercializada em 24 mercados, entre os quais Espanha, Bélgica, Holanda e Reino Unido. E Portugal? “Estamos em discussões. Em 2019, penso”, diz Paolo Fagnoni.

Nestlé Portugal: receitas crescem 3,2%

O segmento de café (onde a companhia também atua no café em cápsula com as marcas Nespresso e Dolce Gusto) é a área com mais peso na Nestlé Portugal, admite o Paolo Fagnoni, sem adiantar valores de vendas. O ano passado a empresa gerou receitas de 500 milhões de euros, uma subida de 3,2% face ao ano anterior, refletindo os crescimentos nas unidades de café (entre 3 a 3,5%), pet food (6%), nutrição infantil (6-7%) e confeitaria (7%).

Já o segmento de cereais para pequeno-almoço “foi uma das poucas categorias que não cresceu em 2018. O tema do açúcar é um problema para o consumidor e que estamos a endereçar”, diz o gestor, dando como exemplo a nova gama de cereais de pequeno-almoço da Nesquik com menos 40% de açúcar. Ainda assim as vendas da categoria na Nestlé recuaram cerca de 1%. “Somos líderes nesta categoria e queremos regressar ao crescimento nesta categoria”, diz Paolo Fagnoni. Depois do Reino Unido, Portugal é o país que mais consome cereais de pequeno-almoço per capita.

O ano passado a empresa investiu 50 milhões de euros em ações de marketing, tendo ainda realizado 19 milhões de euros, de um total de 40 milhões previstos a 20 meses, nas fábricas de café da Nestlé no Porto e da de cereais em Avanca.

Este ano, em marketing prevê-se um investimento na mesma ordem de grandeza (com maior enfoque no digital), bem como o remanescente do investimento previsto nas unidades fabris. No terceiro trimestre ficará concluído o projeto de ampliação da capacidade de armazenamento e modernização do centro de distribuição em Avanca, projeto lançado em 2017 e no qual a companhia investiu 5 milhões.

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