Startup Braga quer acelerar novas empresas da região

Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga
Carlos Oliveira, presidente da InvestBraga

A Startup Braga é mais do que uma incubadora de empresas. Carlos Oliveira, ex-secretário de Estado da Inovação e Empreendedorismo e atual presidente não-executivo da InvestBraga, empresa municipal responsável pela iniciativa, define-a como o "centro de dinamização do empreendedorismo a partir de Braga para o país e para o Mundo". E até ao próximo dia 10, estão abertas <a href="http://www.investbraga.com/startup/">aqui</a> as inscrições para o programa de aceleração.

“A Startup Braga tem três tipos de programas: de pré-aceleração, de aceleração e de incubação”, começa por explicar Carlos Oliveira.

O funcionamento de cada programa começou por ordem inversa: primeiro a incubação, em maio, com sete empresas iniciais e, desde há um mês, outras seis, num total de 13 startups de “base tecnológica ou baseada no conhecimento com ambição internacional”. A incubação permite-lhes ficar até três anos nas instalações da Startup Braga mediante o pagamento de uma renda simbólica (25euro por pessoa e por mês, com todos os serviços incluídos) e beneficiar da rede de mentores em todo o Mundo e ter acesso facilitado a investidores e business angels.

“Os nossos mentores são ou já foram empreendedores e não podemos dizer que tenham a receita para o sucesso, mas pelo menos podem ajudar a evitar erros de principiante”, apontou Carlos Oliveira, adiantando que o objetivo é “apoiar 30 a 40 startups por ano”, tendo as instalações capacidade para 30 em simultaneo. As incubadas têm ainda acesso a uma série de serviços de empresas parceiras, com descontos assinaláveis, entre os quais apoio jurídico para, por exemplo, registarem as patentes antes de se apresentarem ao mercado.

O programa de aceleração está a aceitar candidaturas neste momento e irá selecionar 10 empresas que, durante 16 semanas, de forma completamente gratuita, terão acesso a um apoio intensivo com especialistas internacionais, entre os quais os 52 parceiros da Rede Microsoft Ventures, além dos mentores referidos. “Procuramos empresas focadas na internet, na web mobile e nas tecnologias médicas, não acabadas de criar, mas eventualmente com alguns meses de existência”, especificou Carlos Oliveira. No final do programa, as empresas “estarão em condições de se apresentar a investidores nacionais e internacionais, num evento a agendar em janeiro ou fevereiro de 2015”.

Por fim, em setembro, está previsto arrancar o programa de pré-aceleração. “É um programa para uma fase em que ainda não há empresa, mas uma ideia ou uma investigação universitaria ainda a decorrer, eventualmente. Será lançada em parceria com a Universidade do Minho, onde uma série de peritos irão conhecer a realidade da universidade, selecionar ideias com potencial de mercado e convidar quem esteja a desenvolver o projeto a vir ao programa de cinco dias intensivos aprender a transformar a ideia em negócio”, explica o presidente não-executivo da InvestBraga. Depois disso, as ideias ou novos negócios poderão ficar incubados na Startup Braga ou conhecer ali investidores que queiram adquirir os projetos.

Nascida em maio, a StartupBraga tem um orçamento de 250 mil euros para a dinamização económica das startups da região e conta com o apoio de serviços e patrocínio de empresas parceiras, nomeadamente a Microsoft, que concede até 5 mil dólares por mês para tecnologia, bem como a Startup Lisboa, que disponibiliza espaços para reuniões, por exemplo.

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