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Startup britânica cria centro de competências em Lisboa e recruta 60 pessoas

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A Vakt, startup britânica que tem uma plataforma tecnológica para a venda de petróleo, vem para Portugal e quer recrutar 60 pessoas.

A startup britânica Vakt tem uma plataforma baseada em blockchain que pretende mudar a forma como a transação de petróleo é feita. Vai criar um centro de desenvolvimento de competências em Lisboa e quer recrutar 60 profissionais qualificados até ao final do ano.

Etienne Amic, CEO da empresa [e antigo diretor do banco de investimento JPMorgan], explica que a transação de petróleo é um processo complexo e feito ainda de uma forma manual, assente sobretudo em papel. É neste contexto que surge a Vakt, que socorrendo-se da tecnologia blockchain – que está na base da bitcoin e que se destaca pelas suas características como o facto de os dados não poderem ser mudados – para eliminar os processos longos associados à venda de matérias-primas.

“O nosso objetivo é colocar tudo em blockchain e dar acesso – de uma forma completamente encriptada – para que os nossos clientes possam fazer todas as transações num sítio só”, diz ao Dinheiro Vivo. O gestor assegura que não há concorrência direta uma vez que “90% da transação [desta matéria-prima] é feita pelo telefone. Por isso, não há um sítio eletrónico onde se possa comercializar petróleo”.

Com cerca de um ano de vida, a Vakt é financiada e apoiada por alguns dos principais grupos mundiais do segmento do petróleo – como a BP e a Shell – e bancos internacionais como o ING e o ABN Amro.

A startup britânica está numa fase de transição da equipa de desenvolvimento. Até aqui, o desenvolvimento desta solução inovadora foi feito através de parceiros. O objetivo agora é que o desenvolvimento passe a ser concretizado por equipas internas. E é nesse âmbito que a empresa decidiu abrir um centro de competências fora das ilhas britânicas e elegeu a capital portuguesa para o instalar.

“Como qualquer startup jovem estamos à procura de pessoas que estejam bem treinadas, sejam ambiciosas e inteligentes, que nos ajudem a resolver alguns dos problemas [da nossa área]. Olhámos para algumas cidades e Lisboa é muito atraente [até] porque há boas universidades. A principal razão é que há leque bom de pessoas/talento. Depois há coisas como a Startup Portugal, bons incentivos do governo; não é muito demorado abrir uma empresa; há visas específicos para estrangeiros”, diz. “Foi este ambiente [com que nos deparámos] e depois há já um número considerável de startups, o que acaba por criar um bom leque de potenciais funcionários para nós”, remata.

Até ao fim de 2019, a startup pretende ter 60 pessoas na equipa em Lisboa. Procuram profissionais de várias áreas, entre elas Java Developers, engenheiros e analistas. Etienne Amic admite que no próximo ano a equipa possa crescer, estando esse cenário dependente de vários fatores.

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