Tecnologia

Startup portuguesa bate universidade de referência a formar programadores

João Magalhães Ubbu
João Magalhães é o responsável pelo projeto da Ubbu.

Com o início de operações na Holanda a startup Academia de Código estima formar 400 programadores em 2019, mais do que saem do Técnico.

Portugal já é pequeno para a Academia de Código. A startup criada em 2015 e gerida pelo gestor João Magalhães está a apostar na internacionalização nos seus dois grandes projetos para formar programadores, dos 8 aos 80. A plataforma interativa Ubbu, de que falámos em abril, tem como objetivo para 2019 ensinar um milhão de crianças (dos 6 aos 12 anos) a programar. E depois de Portugal, começaram a operar agora com parceiros nos EUA, África do Sul e Brasil para levar os princípios da programação a crianças desses países.

O outro projeto são os Boot camps, que até estão na origem da empresa em 2015, quando começaram a requalificar desempregados ou pessoas formadas noutras áreas, dando-lhes técnicas para se tornarem programadores juniores em apenas 14 semanas de curso intensivo. “A ideia sempre foi ensiná-los não só programação, mas as chamadas soft skills, como o trabalho em equipa, isto para que acrescentem valor nas empresas a que cheguem logo no primeiro dia, explica-nos João Magalhães, CEO da Academia de Código.

Pela primeira vez a startup portuguesa vai expandir estas Boot camps para o estrangeiro. Para já começam em setembro com um curso na Holanda (a maioria dos cursos tem 120 formandos), mas têm já negociações avançadas com parceiros de outros dois países e ainda iniciais com mais uns quantos.

Leia também | Programadores: a carreira do futuro, com alta empregabilidade

“Pela primeira vez vamos chegar aos 400 programadores formados num ano”, explica Magalhães isso significa que, em 2019, irão superar o Instituto Superior Técnico, que tem o curso da área de referência em Portugal. A Academia de Código tem, assim, cursos em Lisboa, Porto, Açores, Fundão e Sintra, sendo que as suas Boot camps têm 96% de taxa de empregabilidade.

“Todas as grandes empresas tecnológicas em Portugal já contrataram talento formado por nós, tais como Farfetch, Uniplaces, Accenture, entre outras e quando abrimos o curso no Porto houve uma empresa que contratou todos os nossos alunos de uma assentada”. João Magalhães tem orgulho no percurso que continua a crescer e admite que, no início, todos perguntavam “como é possível formarmos alguém como programador em 14 semanas”, mas agora já são os parceiros a procurar a empresa.

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