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Startups devem transferir inovação para indústria tradicional

Fotografia: D.R.
Fotografia: D.R.

Nascer global, angariar investimento internacional e crescer criando empregos relevantes para a economia são desafios que Web Summit deverá ponderar.

Lisboa acolhe, em novembro, o maior evento dirigido às startups de todo o Mundo: o Web Summit. Mais do que reunir 50 mil participantes de 150 países, o encontro poderá contribuir para dar resposta a uma das mais prementes questões do século XXI.

Na iminência da 4ª revolução industrial, em que “se prevê que os computadores assumam um papel cada vez mais relevante na economia, fazendo desaparecer ainda mais empregos”, como referiu Afonso Camões, diretor do Jornal de Notícias e moderador da conferência de aquecimento, “Startup Go Global“, em que “por cada sete milhões de empregos eliminados, seremos capazes de criar apenas dois milhões de novos empregos”, como é que as startup podem contribuir para incluir todos nessa revolução?

Paddy Cosgrave. Paulo Spranger/Global Imagens

Paddy Cosgrave.
Paulo Spranger/Global Imagens

Paddy Cosgrave, CEO do Web Summit, não tem dúvidas que “os empregos perdidos não vão ser substituídos”, mas está convencido que “o acesso à tecnologia vai criar um mundo socialista com melhor distribuição de riqueza”. Um dia, brincou o jovem, “vamos viver numa espécie de comunismo que, em vez de ser liderado por um homem, será liderado por um computador”.

Leia aqui a entrevista com Paddy Cosgrave.

A ironia das startup está em nascerem jovens e, na maioria das vezes, morrerem antes da adolescência. Em parte, sublinhou Francisco Fonseca, da Associação Nacional de Jovens Empresários, porque “é necessário que a inovação produzida pelas startup se transfira para a indústria convencional“. Isso seria um verdadeiro “ecossistema”, bem diferente do que habitualmente é referido quando se fala em incubadoras de empresas ou polos tecnológicos.

“Se ficarmos para trás, nem os dois milhões de empregos vamos conseguir criar”, apontou Luís Teixeira, da Farfetch, uma startup que já passou a fase crítica e valerá mil milhões de euros, empregando 600 pessoas. O portal de comércio eletrónico serve de montra a mais de 300 lojas de roupa de 27 países.

Para crescer, é fundamental investir e angariar investimento, sendo o Web Summit uma “oportunidade histórica para as empresas portuguesas”. Segundo João Vasconcelos, secretário de Estado da Indústria, o evento será responsável por uma “geração Web Summit“, de tal ordem se repercutirão os retornos da exposição mediática dos nossos empreendedores e empresas. “Só não meçam [o retorno] em «room nights» ou receitas da restauração, porque de certeza que será muito maior do que isso”, assegurou o governante, aludindo ao montante de 1,3 milhões de euros que o Turismo de Portugal, a Câmara Municipal de Lisboa e o Aicep irão dispender para apoiar a Web Summit Lisboa.

“O retorno direto do evento está sempre garantido, o resto depende do que fizermos dele e a forma como as startups irão aproveitá-lo”, considerou Carlos Oliveira, presidente da Startup Braga e ex-secretário de Estado do Empreendedorismo. Para começar, as startup portuguesas irão ter o privilégo de ter a sua própria competição de “pitch”, em vez de terem de competir com as empresas de 150 países, como anunciou Paddy Cosgrave.

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