Turismo

Stay Hotels investe 35 milhões para ter rede de mil quartos

A equipa de gestão da Stay Hotels é constituída por Nicolau Pinheiro da Veiga, Jorge Bastos e Paula Gandra. Fotografia: José Carmo/Global Imagens
A equipa de gestão da Stay Hotels é constituída por Nicolau Pinheiro da Veiga, Jorge Bastos e Paula Gandra. Fotografia: José Carmo/Global Imagens

A empresa, que já explora oito unidades, abre no verão um hotel no Chiado. Para breve estão os projetos nos aeroportos de Lisboa e Porto

A Stay Hotels, marca 100% portuguesa de hotelaria, quer deter uma rede de 14 hotéis, num total de mil quartos, até 2022. O objetivo implica um investimento global entre os 33 e os 35 milhões de euros, suportado com capitais próprios e crédito bancário. Nessa altura, a empresa prevê faturar mais de 20 milhões. Esta estratégia de expansão está a ser implementada desde 2013 pela equipa de gestão constituída por Nicolau Pinheiro da Veiga, Paula Gandra e Jorge Bastos em nome das capitais de risco Inter-Risco e Menlo.

O projeto Stay Hotels arrancou em paralelo com o início do boom turístico que se regista no país. A Inter-Risco, onde pontificam acionistas como o BPI, viu uma oportunidade no mercado para uma cadeia hoteleira de serviços limitados, ou seja, centrados apenas em alojamento, pequeno-almoço, disponibilização de snacks e num wi-fi “irrepreensível”. Com um envelope financeiro inicial de 15 milhões, a equipa de gestão pôs o plano em marcha.

A estratégia focou-se na aquisição de unidades existentes e em cessão de contratos, com as respetivas obras de adaptação e reconversão dos edifícios, com vista a acelerar o processo de implementação e consolidação da marca. Em pouco mais de cinco anos, a Stay Hotels garantiu uma rede de oito hotéis no país. Em julho, está prevista a abertura do Stay Hotel do Chiado (Lisboa) e ainda neste ano entrará em operação uma unidade da marca junto ao aeroporto do Porto. Como adiantaram os responsáveis, “80% dos nossos hotéis assentam em trespasses e contratos de arrendamento”.

Reforço de capital
O rápido crescimento da rede e a vontade de continuar a expansão levou a que, em meados do ano passado, se realizasse um aumento de capital em sete milhões de euros, operação que originou na entrada da Menlo Capital. Os dois hotéis que vão entrar em operação neste ano (Lisboa e Porto) já são fruto desse novo fôlego financeiro, assim como a futura unidade junto ao aeroporto de Lisboa. Nesse caso, o processo vai demorar um pouco mais. A Stay Hotels “fez um casamento com a DST”, construtora e proprietária do terreno. A DST vai construir o hotel de 84 quartos e a Stay irá entrar com a marca e a gestão.

E os planos não se ficam por aqui. “Estamos em negociação para a instalação de um novo hotel em Lisboa, no centro, e com todos estes projetos vamos ultrapassar os 800 quartos” no próximo ano, avançaram. A equipa reconhece que procura “processos ágeis para concretizar os projetos” e, ainda assim, admite que “poderia ser mais rápido, mas entre 2016 e 2017 o mercado registou aumentos de preços desmedidos”.

A marca olha agora “mais para edifícios que possam ser reconvertidos em hotéis” e para as duas principais cidades do país. “Hoje só temos interesse no Porto e em Lisboa”, sublinharam.

A Stay Hotels faturou 7,1 milhões em 2018 e prevê para este ano receitas de dez milhões.

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