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StockX. O ‘billion dolar marketplace’ que copiou a Bolsa para vender ténis

Marcela

É um marketplace que é um unicórnio. Josh Luber, CEO da StockX, explica o sucesso da companhia.

“O preço do retalho é um anacronismo, onde tudo se irá jogar é no preço relativo. Será uma mudança massiva e é nesse caminho que estamos a apostar”, afirma Josh Luber, CEO da StockX, um marketplace de retalho que usa o modelo da Bolsa para vender produtos como ténis ou relógios. É desde junho uma empresa unicórnio.

Num momento em que há um onda de encerramentos das lojas físicas, o comércio online parece não dar sinais de abrandar. Na StockX parece estar em franco crescimento. “Somos uma evolução do modelo do Ebay”, diz o responsável da companhia no debate Changes are Afoot: the Death of Traditional Retail, na Pand Conf da Web Summmit. Mas com uma diferença: enquanto no Ebay o comprador/vendedor negoceiam one o one, no StockX o vendedor “negoceia com todo o mundo” em simultâneo.

“Copiamos a forma como a Bolsa funciona para vender ténis e relógios”, descreve. “Usamos este modelo e transformamos isso na melhor experiência de compra para o cliente”, diz Josh Luber. “O comprador não tem de se preocupar se está a obter um preço justo pelo que compra. Sabem que estão a obter um preço justo”.

E tal como na Bolsa, há IPO de produtos. Nike e Adidas são algumas das marcas que já lançaram no mercado produtos através da StockX, “sendo que é o mercado que estabelece o preço do produto, mas ainda assim obtendo um preço justo, e permitindo que ainda se ganhe dinheiro na revenda”.

E apostam num sistema de gamificação da compra. Os utilizadores têm uma área no site onde podem ver o seu portefólio de ténis. “Tal como têm um portefólio de ações”.

Apesar de ser um nativo digital, o StockX tem lojas físicas. Pop Up Stores que servem de ponto de ligação com os compradores e vendedores, que depositam nas lojas os produtos vendidos que são autentificados pela equipa. “Os consumidores não têm de se preocupar se estão a comprar uns ténis falsificados”.

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