Sumos feitos com tecnologia da NASA? São portugueses

Os Green Juices foram para o mercado em abril
Os Green Juices foram para o mercado em abril

Uma tecnologia utilizada pela NASA para cortar ligas de foguetões é o segredo dos Green Juices que a Sonatural está a vender de Portugal para o resto da Europa. Verdade: a máquina de hiperpressão a frio veio dos Estados Unidos e foi adaptada para fazer sumos de vegetais sem qualquer tipo de conservantes, aditivos ou açúcares. Tal e qual os que se fazem em casa ou nos bares de sumos tão em voga. Melhor ainda: tudo com a famosa maçã de Alcobaça.

“A Sonatural desenvolveu este
conceito para juntar aquilo que é a recomendação das cinco peças
de fruta e vegetais por dia numa garrafa, num produto fresco”,
explica ao Dinheiro Vivo Douglas Gilman, presidente da GL, que detém
a Sonatural. “O que nós queremos é que se consiga juntar os
vegetais e a fruta num sumo ótimo de beber, que tenha todas as
vitaminas e bom sabor.” E foi isso que conseguiu.

Veja a reportagem em vídeo, aqui

Os sumos
conservam-se entre 45 a 55 dias, dependendo dos ingredientes que têm,
sem adição de nenhum conservante. Como? A tecnologia de
hiperpressão a frio esmaga as bactérias a 5 graus, temperatura que
não altera as vitaminas nem o sabor. “Um sumo fresco feito em casa
aguenta um dia. Com esta tecnologia conseguimos 55 dias.”

O sucesso dos “Green Juices” foi
quase imediato. A GL conseguiu contrato com uma cadeia de
distribuição inglesa, que usa a sua própria marca nos sumos. Neste
momento, a empresa exporta 70% dos sumos que produz. Os destinos são
Inglaterra, Bélgica, França, Espanha e Noruega. “Estamos a ter um
sucesso enorme com este conceito e a receber todos os dias chamadas
de novos clientes a pedirem na Europa toda”, revela Douglas Gilman.

A empresa prevê faturar 20 milhões de euros este ano, mais quatro
milhões que no ano passado. “Já faturámos mais, depois entrou a
crise”, admite. “Esperamos voltar outra vez aos 27 milhões, como
faturávamos antes da crise. Temos muita resiliência, vamo-nos
adaptando e hoje em dia estamos de volta.” A inovação com a
máquina de hiperpressão a frio é essencial: “O nosso objetivo é
chegar a 2015 com 50% de exportação”, revela o responsável. A
empresa exporta 30% do total de volume de negócios, entre sumos de
vegetais, sumos de frutas, sandes e outros produtos.

No que respeita aos Green Juices, a
maior parte é produzida em Alcobaça. As frutas e vegetais são
todos portugueses, menos a manga (que não se produz cá). A base de
qualquer sumo, de fruta ou vegetais, é a maçã de Alcobaça.
“Trabalhamos essencialmente com maçã biológica, mas quando surge
necessidade de fazer uma intervenção fazemos.

O resultado final é
o mesmo: não existem resíduos de pesticidas no final do processo de
produção”, explica Jorge Piriquito, diretor da Frubaça, a
fábrica com duas máquinas de hiperpressão a frio onde os sumos são
feitos. A Frubaça produz oito mil toneladas de maçã por ano, que
são utilizadas tanto no mercado em fresco como na transformação de
produtos para sumos e polpas. Uma das técnicas usadas para evitar os
pesticidas é a libertação de feromonas, “que fazem confusão
sexual, não permitindo aos insetos machos e fêmeas encontrarem-se e
assim diminuindo a população”, explica.

“Nós somos os primeiros a fazer
estes produtos vegetais na Europa com esta tecnologia”, sublinha
Douglas Gilman, justificando o interesse que a empresa tem atraído.
O presidente diz que o mercado tem evoluído para uma alimentação
mais natural e isso fez desta altura a melhor para investir. “Apesar
do abaixamento do consumo, há pessoas a quererem experimentar coisas
mais frescas e naturais.”

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