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Super-aviões da Airbus e Boeing com encomendas canceladas

Fotografia: REUTERS/Stefan Wermuth
Fotografia: REUTERS/Stefan Wermuth

Boeing e Delta mantêm encomendas para aviões de menores dimensões até 2019

Airbus e Boeing estão a enfrentar problemas com as encomendas dos respetivos super-aviões. No caso dos franceses da Airbus, foi adiada por dois anos a entrega de 12 aviões à Emirates; no caso dos norte-americanos da Boeing, a Delta cancelou a encomenda de 18 aviões 787 “Dreamliner”, adianta esta quarta-feira a imprensa internacional.

A fabricante francesa reafirmou o compromisso de entregar 12 aviões A380 por ano a partir de 2018, ou seja, um ano e meio depois da data inicial (julho 2016). “Vamos acelerar as medidas de redução de custos de forma que o impacto seja mínimo”, refere o comunicado da Airbus, citado pela Reuters.

A Emirates vai receber os seis primeiros A380 entre 2017 e 2018 e os restantes entre 2018 e 2019, na sequência de um acordo entre a fabricante de motores Rolls Royce e a Emirates e entre a companhia do Médio Oriente e a Airbus.

Na semana passada, a companhia Iran Air cancelou a encomenda de 12 A380.

Lançado em 2007, o superjumbo da Airbus é um gigante de dois andares com capacidade para 650 passageiros e que tem sido um flop de vendas. O desenho e a produção do superjumbo custou 22 mil milhões de euros e a construtora aeronáutica europeia previa vender 1200 aviões deste modelo só nos primeiros dez anos. Mas a década está no fim e, afinal, o maior avião comercial do mundo apenas teve encomendas para um total de 193 unidades.

No caso da Boeing, a Delta cancelou a encomenda de 18 aeronaves que tinha sido realizada em 2008 no âmbito da fusão com a Northwest Airlines por necessidade de gerir “com prudência” as suas necessidades. Esta ordem estava avaliada em 4,04 milhões de dólares (3,867 milhões de euros), a preços de catálogo. A Delta já tinha adiado para 2020 a entrega destas aeronaves.

Ainda assim, as duas empresas norte-americanas mantêm o calendário para entrega de aviões mais pequenos, os 737-900ER, que serão entregues até 2019. “A Delta é um dos maiores operadores mundiais de aviões da Boeing e a nossa valiosa associação com a fabricante vai manter-se forte”, referiu Greg May, vice-presidente sénior para gestão de frota da Boeing, em comunicado citado pelo Expansión.

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