Supermercados ainda pouco afetados pela crise nos combustíveis

Empresas de distribuição em contacto com governo sobre combustíveis

“Nas insígnias que têm distribuição de combustíveis, os postos estão praticamente fechados. Há uma fechada e outros a caminho de fechar”, admitiu Gonçalo Lobo Xavier, diretor-geral da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED), na apresentação do Barómetro de Vendas da associação de distribuição.

No caso da distribuição de combustível do Grupo Mosqueteiros a rede com cerca 180 postos com "ruturas de abastecimento", e o grupo Auchan também está a sentir perturbações em alguns postos, decorrente da greve da distribuição de combustíveis. "Existem postos de combustível com alguns produtos em rutura, contudo e até ao momento o Grupo Os Mosqueteiros não encerrou qualquer posto", diz fonte oficial do Grupo Os Mosqueteiros.

Nos supermercados ainda não há efeito

“Quanto ao resto das operações não há qualquer tipo de perturbação nos associados”, garante.

A APED tem estado a acompanhar o tema e está em “contacto direto com o Governo”, de modo a que “haja bom-senso para que a situação não passe do razoável”.

O responsável tem dúvidas sobre a eficácia dos serviços mínimos. “Não temos a certeza que esteja a funcionar”, diz Gonçalo Lobo Xavier, alertando para a necessidade de medidas de segurança para garantir a entrega dos combustíveis.

Na zona norte, “notámos alguns piquetes a impedir o normal funcionamento de saída de transporte de combustível”.

O ano passado os combustíveis geraram receitas de 3,6 mil milhões de euros, uma subida 4,3% face a 2017.

(notícia atualizada às 18h40 com informação do Grupo Os Mosqueteiros que garante que não há postos de abastecimento encerrados)

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