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Superprof. Plataforma digital reúne professores e alunos

A Superprof tem a sua equipa instalada em paris, França. Foto: D.R.
A Superprof tem a sua equipa instalada em paris, França. Foto: D.R.

O portal tem 60 mil professores portugueses inscritos e 130 mil alunos. Matemática e surf estão entre as mais de mil disciplinas disponíveis.

A Superprof, plataforma de origem francesa, está a revolucionar o acesso ao ensino e às aulas particulares. Fundada em 2013 por Wilfried Granier e Yann Léguillon, a empresa assume-se como o Airbnb do ensino, como uma ponte digital que conecta professores e alunos.

Com pouco mais de cinco anos de atividade, a Superprof marca presença em 28 países, partilhando conhecimento de 1200 matérias distintas através de uma rede de 6,2 milhões de professores ou equivalentes inscritos.

No ano passado, oito milhões de alunos acederam ao portal. Em Portugal, onde opera desde 2017, a Superprof contabiliza uma carteira de 60 mil docentes e cerca de 130 mil estudantes.

Os professores de Matemática são os mais requisitados pelos alunos sediados em Portugal, mas Português para estrangeiros, Música (percussão, canto, guitarra), Físico-Química e Biologia são também matérias que registam muita adesão, explica Ricardo Amaro, diretor da Superprof para o mercado nacional.

A plataforma não quer ser apenas um ponto de conexão entre mentor e aluno, quer afirmar-se como espaço de partilha de conhecimento, em que qualquer pessoa de qualquer idade pode encontrar quem lhe ensine o que quer aprender.

Passe de nove euros
É que a Superprof não se limita a divulgar professores para as disciplinas mais clássicas. Tanto um surfista pode anunciar a sua disponibilidade para dar aulas como uma pessoa especializada em crochê. Para isso, basta inscreverem-se na Superprof, que analisa a candidatura e, após aprovação, publica o anúncio no site gratuitamente.

O negócio está assente no aluno. Como explica Ricardo Amaro, para um estudante ter acesso à base de dados da plataforma tem de pagar nove euros pela inscrição. Isto em Portugal, pois em França o valor do passe anual já ascende a 39 euros.

O aluno seleciona o professor e é agendada uma aula, que pode ser presencial ou via webcam. A primeira explicação é gratuita e as seguintes têm o valor que for combinado entre as partes. A Superprof não cobra comissões sobre as aulas nem sobre as inscrições dos professores, sublinha Ricardo Amaro. Ao jeito do Airbnb, os alunos avaliam e recomendam (ou não) o professor.

A Superprof “tem registado um crescimento exponencial” desde a sua fundação, sendo que o objetivo é ser “a primeira marca escolhida quando um aluno tem necessidade de procurar apoio para uma disciplina”, frisa Ricardo Amaro.

A plataforma tem ganho espaço no mercado da educação, quer por crescimento orgânico quer por aquisições. Entrar nos EUA e na China é o sonho desta empresa, que já se afirma líder na Europa e em fase de consolidação na Ásia, África e América do Sul.

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