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Surf Out Portugal. Estoril dedica dois dias aos negócios à volta do surf

As "surf talks" contam com a chancela e apoio do Turismo de Portugal.
As "surf talks" contam com a chancela e apoio do Turismo de Portugal.

São esperados milhares de visitantes na primeira edição da iniciativa.

Ao longo de dois dias, trocam-se as pranchas por cartões de visita. A 15 e 16 de setembro, a Feira de Artesanato do Estoril (FIARTIL) acolhe a Surf Out Portugal, um evento onde o ecossistema do surf e simpatizantes deste estilo de vida serão convidados a descobrir negócios que o mediatismo das ondas portuguesas ajudou a desenvolver.

Os irmãos Patrick e Salvador Stilwell, surfistas desde crianças, são quem torna possível todo o evento. A ideia, segundo explicam, é facilitar o diálogo entre as marcas e o seu público, evidenciando a “fase notável” que o setor atravessa no país.

“Nos últimos anos, emergiram novos projetos e sentimos uma indústria cada vez mais ativa, mas reparámos que faltava uma estrutura para evidenciar o bom trabalho que se faz em Portugal à volta do surf“, diz Salvador Stilwell ao Dinheiro Vivo.

No recinto da FIARTIL estarão, por isso, mais de 60 marcas, de A a Z, a expor os seus serviços e produtos ligados ao mundo do surf.

A par da mostra, os milhares de visitantes esperados pela organização poderão assistir ao fabrico e pintura de pranchas ao vivo, assim como participar num workshop de fabrico de pranchas de madeira. Haverá também música, sessões de ioga e uma zona de restauração.

O programa do evento conta ainda com um série de conversas sobre o presente e o futuro do surf em Portugal. Trata-se das “surf talks”, organizadas com a chancela e apoio do Turismo de Portugal, que vão contar com nomes como o de Tiago Pires, ex-surfista do World Tour e fundador da ReAct Sports Management, o empresário Tim Vieira, Francisco Rodrigues, presidente da Associação Nacional de Surfistas, e João de Macedo, surfista da BigWave World Tour.

O presidente do Turismo de Portugal, Luís Araújo, destaca o anúncio da mudança da sede europeia da Liga Mundial de Surf [WSL] para Lisboa, em 2018, como o “momento de viragem” que posicionou Portugal no mapa dos destinos mais procurados por surfistas de todo o mundo.

Na opinião de Luís Araújo, resta agora “olhar para o surf enquanto atividade económica que contribui com riqueza”. Segundo o responsável, o número de empresas dedicadas exclusivamente ao setor do surf em Portugal subiu, o ano passado, para 700 entidades.

Além disso, estima-se que a modalidade gere “um impacto de 400 milhões de euros em receitas anuais”, lembra.

O programa do evento pode ser consultado na íntegra no website da Surf Out Portugal. O bilhete de entrada custa dois euros. Para as crianças até aos 12 anos, a entrada é gratuita.

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