Comboios

Suspensa greve do serviço de bar nos comboios

É nestas carruagens que os militantes vão viajar entre Pinhal Novo e Caminha.
Fotografia: Gonçalo Delgado / Global Imagens
É nestas carruagens que os militantes vão viajar entre Pinhal Novo e Caminha. Fotografia: Gonçalo Delgado / Global Imagens

Em causa está a divergência quanto aos aumentos salariais: os trabalhadores reivindicam 25 euros enquanto a empresa não vai além dos nove euros.

Os trabalhadores da Servirail decidiram hoje suspender a greve que cumprem há seis dias nos bares e restaurantes dos comboios de longo curso e vão pedir uma reunião à empresa para sexta-feira, com o objetivo de reatar a negociação.

“A paralisação continuou hoje com uma adesão de quase 100%, apenas trabalharam dois trabalhadores temporários, mas, embora os trabalhadores continuem determinados, decidiram em plenário suspender a paralisação para voltar à negociação com a empresa no sentido de encontrar uma solução para o conflito”, disse à agência Lusa o dirigente do Sindicato dos Trabalhadores da Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares Francisco Figueiredo.

Segundo o sindicalista, os trabalhadores em greve também decidiram no plenário desta tarde que, “caso a empresa não apresente uma proposta razoável, voltarão à luta”.

A paralisação começou às 00:00 de quinta-feira sem data para terminar, pois os trabalhadores decidiam a sua continuação em plenários diários.

Na origem do conflito está a divergência quanto aos aumentos salariais: os trabalhadores reivindicam 25 euros enquanto a empresa não vai além dos nove euros.

“Na última reunião de negociações a empresa concessionária dos bares e restaurantes dos comboios subiu a sua proposta de oito para nove euros, mas os trabalhadores não aceitam porque isso nem repõe as perdas resultantes da inflação”, disse à Lusa Francisco Figueiredo.

Segundo o sindicalista, na origem do conflito laboral está também o descontentamento dos trabalhadores face à falta de condições de trabalho e à retirada de direitos, nomeadamente, reduzindo o valor do trabalho extraordinário e em fim de semana.

Os 148 trabalhadores abrangidos pela greve desempenham funções no armazém de Lisboa e no do Porto e nos bares e restaurantes dos comboios intercidades e Alfa Pendular.

“A elevada adesão à greve tem deixado a maioria dos comboios Alfa Pendular e Intercidades sem refeições e serviço de bar”, disse Francisco Figueiredo, acrescentado que a CP — Comboios de Portugal não está a aplicar à Servirail as devidas multas pela falta de prestação do serviço contratado.

A CP confirmou à Lusa que o contrato com a Servirail prevê penalizações em caso de incumprimento, mas não adiantou mais informações.

O Sindicato da Hotelaria vai também pedir uma reunião urgente à CP para lhe expor os problemas destes trabalhadores.

De acordo com Francisco Figueiredo, a maioria dos trabalhadores em greve ganha cerca de 600 euros.

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