TAP: Administrador financeiro renuncia ao cargo

João Weber Gameiro, que assumiu o cargo de administrador financeiro da TAP em junho, "apresentou ontem a renúncia". Processo de seleção do sucessor já começou, mas até ser encontrado um novo administrador, a função "será assegurada, com natureza interina, por Gonçalo Monteiro Pires, membro do Conselho de Administração".

Cerca de três meses depois de ter assumido o cargo de administrador financeiro (CFO) da TAP, João Weber Gameiro renunciou ao cargo. "O Ministério das Finanças e o Ministério das Infraestruturas e da Habitação informam que João Weber Gameiro apresentou ontem a renúncia ao cargo de administrador financeiro da TAP. Nos termos do Código das Sociedades Comerciais, a renúncia ao cargo implicará a sua saída da empresa até 31 de outubro", indica o governo em comunicado.

O documento de João Leão e de Pedro Nuno Santos menciona que a renúncia de Weber Gameiro terá sido por "motivos pessoais imprevisíveis" e "agradecem o trabalho desenvolvido" pelo gestor na transportadora aérea.

"O Governo já iniciou entretanto o processo para selecionar um novo administrador financeiro para a TAP, por forma a concluir o atual mandato. Até lá, a função de administrador financeiro será assegurada, com natureza interina, por Gonçalo Monteiro Pires, membro do Conselho de Administração", acrescentam.

João Weber Gameiro, tal como a restante administração da TAP, assumiu funções no final de junho deste ano, tendo sido nomeada para o quadriénio 2021/2024. O gestor chega à companhia aérea oriundo da banca de investimento, mais concretamente do BBVA em Portugal, onde estava desde 2007.

A saída de Weber Gameiro tem lugar numa altura em que a Comissão Europeia ainda não aprovou o plano de reestruturação da companhia aérea. Apesar de o documento ainda não ter luz verde de Bruxelas, várias medidas foram já implementadas, nomeadamente no que diz ao corte de custos. Após acordo com os sindicatos, os trabalhadores enfrentam já cortes salariais - que vão prolongar-se até 2024 - e várias dezenas, ao abrigo de medidas de caráter voluntário, já saíram da empresa. Ainda assim, está em curso um despedimento coletivo que abrange 78 pessoas.

Em 2020, a TAP voltou ao controlo do Estado, que passou a deter 72,5% do seu capital, depois de a companhia ter sido severamente afetada pela pandemia de covid-19 e de a Comissão Europeia ter autorizado um auxílio estatal de até 1.200 milhões de euros à transportadora aérea de bandeira portuguesa.

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