aviação

TAP. ANAC diz que era David Neeleman quem mandava até 1 de junho

Humberto Pedrosa e David Neeleman vendceram a privatização da TAP
Humberto Pedrosa e David Neeleman vendceram a privatização da TAP

O presidente da ANAC, Luís Ribeiro, afirmou que pelo menos até 1 de junho o controlo efetivo da TAP estava nas mãos de David Neeleman.

O presidente da Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), Luís Ribeiro, afirmou hoje que pelo menos até 01 de junho, data da notificação de alterações ao consórcio Atlantic Gateway, o controlo efetivo da TAP estava nas mãos de David Neeleman.

“Até 01 de junho tudo apontava para que o controlo efetivo da TAP estivesse nas mãos de não residentes. Agora não sei”, afirmou hoje Luís Ribeiro, na comissão de Economia, Inovação e Obras Públicas, referindo estar convicto que era o empresário norte-americano David Neeleman que controlava o grupo, em vez do empresário português Humberto Pedrosa, que detinha a maioria do capital do consórcio Atlantic Gateway.

Luís Ribeiro realçou que a missão da ANAC é garantir que é um nacional, de um estado-membro da União Europeia, que controla efetivamente a TAP, que para o supervisor é ainda hoje detida a 61% por um consórcio privado, uma vez que ainda não foi oficialmente notificada da alteração ao negócio realizada pelo Governo de António Costa.

“Neste momento, e a partir de 01 de junho, é uma questão que ainda estamos a estudar”, adiantou, referindo a data em que foram remetidos à ANAC “alterações substanciais da operação feita pelas transportadoras (TAP e PGA, agora TAP Express).

Já as medidas cautelares que limitam a atuação da gestão da TAP, impostas pela ANAC, vigoram até à próxima quinta-feira (16 de junho), explicou, e “poderão ser prolongadas pelo prazo necessário”.

“A necessidade ou não dessas medidas serem prolongadas é algo que está em discussão”, declarou.

Já a nova configuração da privatização da TAP, em que os privados ficam com no máximo 50% do capital do grupo, ainda não existe para o regulador do setor da aviação: “Formalmente para nós não existe. Daí a necessidade de nos pronunciarmos sobre aquilo que existe”.

Luís Ribeiro disse que com todo o trabalho que já foi feito neste processo não espera utilizar os três meses que tem ao dispor para apresentar conclusões.

“Imagino que durante o mês de julho ou no início de agosto possamos ter uma deliberação final. Mas posso estar a ser otimista. Tudo depende da análise da documentação que nos foi enviada”, acrescentou.

 

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