aviação

TAP avança com programa de rescisões voluntárias

Fernando Pinto, presidente executivo da TAP. Fotografia: António Pedro Santos / Global Imagens
Fernando Pinto, presidente executivo da TAP. Fotografia: António Pedro Santos / Global Imagens

Fernando Pinto, o CEO, tinha já anunciado programa Rise que permite poupança de 150 milhões e mais eficiência

A TAP anunciou, em outubro, o programa Rise que, “com menos custos e mais agilidade”, promete poupanças de 150 milhões de euros à companhia aérea. Ontem, Fernando Pinto, presidente da empresa, deu novo passo: a TAP vai centralizar funções em Portugal, contratar trabalhadores para funções core e abrir um processo de saídas amigáveis.

Ao anúncio público do programa, que promete ser generoso como convite à adesão, antecedeu–se uma reunião entre o gestor e os 12 sindicatos. O Dinheiro Vivo sabe que o sentimento entre as organizações patronais é de tranquilidade, já que a alínea G do anexo 5 do caderno da privatização da companhia impede que as rescisões agora anunciadas possam tornar-se, mais tarde, em despedimentos.

“O presidente foi muito claro, que não haverá despedimentos e que o pacote de rescisões amigáveis será vantajoso”, afirmou fonte sindical ao Dinheiro Vivo, “realçando que em causa estão coberturas de seguro de saúde, educação para os filhos, apoio a mudança de profissão ou manutenção da facilidade de passagens com que os funcionários da empresa já contam”.

A TAP não detalha o programa mas confirma que “o pacote inclui uma componente financeira e um conjunto de outros benefícios”. Estes benefícios, realçam os sindicatos, “podem variar de acordo com as necessidades e experiências de cada trabalhador”.

A circular que notifica os trabalhadores da abertura deste programa seguiu ainda ontem para os funcionários. Fonte oficial da TAP explica que isto acontece porque “começa já o processo de redesenho da estrutura e de avaliação das necessidades nas diferentes áreas”.

As rescisões amigáveis serão acompanhadas de um outro momento que passa pela contratação de funcionários. A TAP prevê 200 novas admissões para funções de maior crescimento como a de piloto, comissário ou assistente de bordo, mecânicos e funções com relacionamento direto com os passageiros. A empresa adianta ainda que se privilegiará “o recrutamento interno para o preenchimento das novas vagas”.

A estes postos novos vão juntar--se ainda outros 60 empregos que a TAP passará para Portugal no âmbito de uma “centralização” de funções dispersas pelas representações internacionais. “Estamos a investir onde é mais necessário. E isso inclui aviões, pessoas e o redimensionamento da estrutura da empresa. Estamos a criar emprego, num processo de contratação de quadros especializados e a apostar em centralização de funções vindas do estrangeiro”, refere Fernando Pinto. Adianta ainda que a empresa “investiu muito no último ano na renovação do seu serviço e produto, tendo aumentado em 26% o número de passageiros transportados nos últimos três meses, além de ter recuperado a sua quota de mercado. Mas apesar de todas estas vitórias comuns, a empresa enfrenta ainda um grande desafio: ganhar eficiência e agilidade para competir num mercado cada vez mais agressivo”.

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