TAP começa a recuperar mas tem prejuízo de 493 milhões até junho

Aumento de capital do Estado na companhia aérea portuguesa praticamente compensou perdas do primeiro semestre.

A TAP registou prejuízos de 493,1 milhões de euros no primeiro semestre. O número compara com as perdas de 582 milhões de euros verificadas no período homólogo de 2020. A companhia aérea, apesar de ter começado a recuperar no número de passageiros, continua a sofrer com os efeitos do coronavírus.

Se olharmos apenas para os resultados do segundo trimestre, os prejuízos são de 128,1 milhões de euros, o que compara com os 187 milhões de euros negativos registados no mesmo período de 2020, segundo o comunicado de apresentação de resultados divulgado esta sexta-feira junto da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM)..

O resultado operacional (medido pelo EBIT) é um dos exemplos das dificuldades que a empresa de aviação enfrenta em tempo de pandemia: na comparação entre semestres, a TAP o resultado operacional passou de -427,6 milhões para -377,4 milhões de euros; em relação ao período entre abril e junho, a TAP evoluiu de -272,2 para -149,6 milhões de euros a nível operacional.

O pagamento de indemnizações aos 722 trabalhadores que saíram da TAP entre abril e junho contribuiu para o aumento dos custos com pessoal para 83 milhões de euros, mais 41,8% do que em igual período de 2020. A companhia prefere assinalar a diminuição de 30,4% desta rubrica de resultados face ao primeiro trimestre, no valor de 119,3 milhões de euros.

O cenário é ainda pior quando se contam os clientes: no primeiro semestre de 2021, a companhia transportou 1,321 milhões de passageiros, praticamente um terço dos 3 milhões de pessoas com passagens que voaram em igual período de 2020; fechando o olhar para o segundo trimestre, 2021 foi melhor do que 2020: 928 mil passageiros (2021) contra 41 mil (2020).

Nos primeiros seis meses de 2021, nota ainda para a entrada de três aviões mais leves (um A321LR e dois A320 Neo) e a saída de cinco aviões maiores (dois A330 e três A320). "Os aviões que se juntaram à frota operacional da TAP reforçam a aposta da Empresa em aviões com consumos mais eficientes, e que permitem à TAP adaptar a sua operação de acordo com o ritmo da recuperação da procura", nota a empresa agora liderada por Christine Ourmières-Widener.

No final de junho, a TAP contava com uma frota de 84 aeronaves.

A TAP nota ainda que o aumento de capital do Estado de 462 milhões de euros "quase compensou o resultado líquido negativo do semestre".

(Notícia atualizada às 17h58 com mais informação)

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