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TAP conclui emissão de obrigações no valor de 375 milhões

O presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves. (NUNO FOX/LUSA)
O presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves. (NUNO FOX/LUSA)

A companhia aérea liderada por Antonoaldo Neves concluiu uma emissão de obrigações no valor de 375 milhões de euros.

A TAP concluiu uma emissão de obrigações no valor de 375 milhões de euros, de acordo com informações presente no site da Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM). A receita obtida com esta oferta vai ser canalizada para o reembolso antecipado de empréstimos da TAP e extensão do respetivo prazo médio de maturidade, pagamento de comissões e despesas geradas pela emissão de obrigações e financiamento das necessidades decorrentes da atividade da empresa.

“A sociedade Transportes Aéreos Portugueses, S.A. (“TAP”) anunciou hoje que concluiu com sucesso o pricing de obrigações sénior 5,625% com o valor nominal agregado de 375 milhões de euros e com maturidade em 2024 (as “Obrigações”). As Obrigações serão emitidas ao preço de emissão de 99,463%. Prevê-se que a liquidação da oferta ocorra em 2 de dezembro de 2019”, pode ler-se no comunicado.

O Jornal de Negócios, citando fontes de mercado, avança que a forte procura registada por vários fundos europeus permitiu à companhia aérea aumentar o valor da operação de colocação de obrigações junto de investidores institucionais e baixar ligeiramente a taxa de juro exigida pelos investidores.

Na semana passada, a empresa liderada por Antonoaldo Neves comunicou ao mercado o lançamento de uma oferta de obrigações sénior, cujo valor indicativo era de 300 milhões de euros, com maturidade a cinco anos. Já esta semana, a agência de notação financeira Moody’s atribuiu o rating B2 (outlook stable) à TAP e o rating B2 à emissão de obrigações no valor indicativo de 300 milhões de euros, segundo informação divulgada pela empresa.

Prejuízos de mais de 100 milhões

Nos primeiros nove meses do ano, a TAP teve prejuízos de 111 milhões de euros “devido a variações cambiais sem impacto na tesouraria”. A transportadora aérea indicou em comunicado que, se os efeitos das variações cambiais forem excluídos, o grupo TAP teria registado um lucro líquido consolidado do Grupo TAP, no terceiro trimestre de 2019, de 61 milhões de euros, “compensando em mais 50% o prejuízo gerado no primeiro semestre de 2019”.

Nas últimas horas, o administrador não executivo da TAP, Diogo Lacerda Machado, defendeu que a companhia vai começar “a ganhar sustentadamente dinheiro”, acrescentando que “o dono do futuro da transportadora é o Estado português”. “A TAP deverá, nos próximos tempos, começar a ganhar sustentadamente dinheiro e tem a capacidade de ser, na minha opinião hoje, como é, uma companhia interessante”, afirmou o administrador não executivo e também presidente da Comissão de Estratégia da TAP, indicado pelo acionista Estado.

Sobre os prejuízos da TAP, o responsável quis lembrar que “nos últimos 45 anos a TAP teve dois anos de resultados positivos”. “Teve 43 anos de perdas e relativamente a prejuízos semestrais, daqueles que foram anunciados – e que fizeram, aliás títulos de primeira página -, se tivesse havido alguma busca de informação para as pessoas saberem mais, teriam percebido que houve cinco anos para trás que os resultados foram piores do que estes”, reforçou.

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