aviação

TAP e Azul vão criar joint-venture para “total cooperação”

David Neeleman, um dos proprietários da TAP. Fotografia: Tiago Petinga/Lusa
David Neeleman, um dos proprietários da TAP. Fotografia: Tiago Petinga/Lusa

Desde o período da privatização da TAP que David Neeleman prometia sinergias entre a TAP e a Azul. Para já eram só code-shares, mas vai ser mais

TAP e Azul preparam a criação de uma joint-venture. As duas companhias aéreas, que têm David Neeleman como administrador, já são parcerias de code-share; agora vão ter uma “total cooperação”.

Isto é, as duas empresas vão avançar para uma joint-venture, uma parceria comum na aviação e que é, no fundo, uma ligação comercial, que vai além da partilha de voos, o code-share. A partilha permite aprofundar a expansão de cada uma das companhias nos mercados vizinhos, uniformizando a malha de voos, os horários, as tarifas e até as campanhas de marketing ou publicidade para melhor ‘agarrarem’ um determinado mercado.

Mas há mais. Neste setor os descontos dependem, geralmente, da quantidade, com dois grupos a avançar em simultâneo com maiores encomendas, a poupança obtida poderá ser maior.

“Queremos obter cooperação total”, afirmou Trey Urbahn, que tem a cargo a estratégia e o planeamento operacional da TAP. Em entrevista ao ‘Flight Global’, o administrador avançou que o plano depende de uma autorização das autoridades e, por isso, não adiantou datas para fechar o plano.

Desde o processo de privatização da TAP que David Neeleman antecipa a criação de “sinergias” entre a TAP e a companhia aérea de que é acionista no Brasil. A Azul é a terceira companhia mais importante do mercado brasileiro, que já valeu um quarto do total de operação da TAP.

Nos últimos anos têm sido fechados alguns acordos de joint-venture especialmente com empresas norte-americanas e asiáticas. Por exemplo, em setembro de 2016, a Lufthansa e a Air China anunciaram uma parceria desta natureza, como parte do plano de expansão da companhia alemã para o mercado asiático.

E não foi a primeira. Antes destas, a Lufthansa já tinha fechado uma joint-venture com a empresa aérea japonesa All Nippon Airlines (ANA), e outra com a Singapore Airlines, em novembro de 2015.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
Mário Centeno. Fotografia: Mário Cruz/Lusa

BdP: Tribunal da Relação é que pode ordenar levantamento do sigilo sobre BES

Ricardo Salgado

Banco de Portugal aplica nova coima a Ricardo Salgado

A ministra da Presidência e da Modernização Administrativa, Mariana Vieira da Silva TIAGO PETINGA/POOL/LUSA

Governo. Mudanças de horários são “cirúrgicas” e não preveem turnos

TAP e Azul vão criar joint-venture para “total cooperação”