privatização da TAP

TAP. Estrutura sindical rejeita venda e admite “endurecer posição” se necessário

SINTAC, SITAVA e SNPVAC, os três sindicatos que, em dezembro de 2014 rejeitaram assinar um acordo laboral com o governo para a desconvocação da greve entre o Natal e o Ano Novo e aceitar a privatização da empresa, voltam a rejeitar o negócio e admitem endurecer a sua posição se for necessário.

“Mais do que o modelo, o modo como todo o processo foi conduzido pelo anterior governo oferece todas as dúvidas, e deve manter os portugueses preocupados com a venda do maior exportador nacional, um dos maiores contribuintes para a segurança social e um enorme pagador de impostos”, afirmam, em comunicado.

A estrutura sindical da TAP, que estima representar 70% dos trabalhadores do grupo TAP, reforça que “nada está concluído e não deixaremos que este assunto caia no esquecimento”. Diz ainda que a venda de 61% da companhia aérea nacional “não serve os interesses do país, do serviço público ou da diáspora”.

Estes três sindicatos afirmam que “a renegociação da dívida foi feita sendo o Estado o fiador” e que “quem se perfila como novo dono já está a vender a companhia, retalhando-a”.

Sem fazerem quaisquer exigências, SITAVA, SINTAC e SNPVAC prometem continuar a defender os trabalhadores que representam e deixam no ar uma ameaça: “endureceremos a nossa posição se tal se mostrar necessário”.

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