aviação

TAP faz emissão de dívida só para investidores institucionais

Presidente executivo da TAP Antonoaldo Neves. Fotografia: NUNO FOX/LUSA
Presidente executivo da TAP Antonoaldo Neves. Fotografia: NUNO FOX/LUSA

Transportadora aérea nacional anuncia emissão de dívida de 300 milhões de euros com maturidade em 2024.

A TAP vai novamente ao mercado para se financiar. Desta vez, a companhia aérea liderada por Antonoaldo Neves pretende financiamento de 300 milhões de euros com uma maturidade em 2024. Mas, ao contrário do que aconteceu em junho, desta vez, a emissão destina-se apenas a investidores institucionais, mostra uma nota enviada à CMVM. Isto é, entidades como bancos, fundos de pensões, fundos de investimento, fundos de capital de risco ou seguradoras.

“A sociedade Transportes Aéreos Portugueses, S.A. (“TAP”) anunciou hoje a sua intenção de lançar uma oferta dirigida a investidores institucionais de obrigações sénior com o valor nominal agregado indicativo de €300 milhões com maturidade em 2024 (as “Obrigações”) e taxa de juro a ser definida após o período da oferta”, revela a companhia.

Neste anúncio de “intenção”, a TAP detalha que as receitas resultantes da oferta, “se concluída” -, diz a empresa que “não existe garantia de que a oferta será concluída ou, se concluída, quanto às condições da sua conclusão – destinar-se-ão a dois grandes fins: antecipação do reembolso de determinados empréstimos no âmbito do passivo existente da TAP e extensão do respetivo prazo médio de maturidade, pagamento de comissões e despesas relacionadas com a oferta das obrigações.

A intenção de voltar a procurar financiamento no mercado de dívida acontece cinco meses depois de a TAP ter ido ao mercado buscar 200 milhões de euros. Naquela que foi a primeira emissão de dívida, a companhia aérea financiou-se até 2023, pagando um juro ilíquido de 4,375%.

Nesta altura, a empresa encaixou 105 milhões junto de investidores de retalho, e obteve ainda 95 milhões junto de investidores profissionais e contrapartes elegíveis.
Esta primeira emissão serviu para “consolidar o passivo num prazo mais alargado através do refinanciamento de dívidas com vencimento próximo” e para o “financiamento da atividade corrente” da empresa.

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