aviação

TAP fecha 2015 com prejuízo de 99 milhões de euros

David Neeleman, um dos proprietários da TAP. Fotografia: Tiago Petinga/Lusa
David Neeleman, um dos proprietários da TAP. Fotografia: Tiago Petinga/Lusa

Verbas retidas na Venezuela levaram a mais um ano de perdas para a TAP. Resultado de 2015 foi o pior para a companhia em oito anos

O ano de 2015 voltou a ser de perdas para a TAP. A companhia aérea encerrou o ano com um prejuízo de 99 milhões de euros, uma perda que a empresa justifica com os 91,4 milhões de euros retidos na Venezuela.

Em 2014, a transportadora já tinha registado prejuízos elevados. Foram de 46 milhões de euros, quebra justificada pela administração com as greves, atrasos operacionais e problemas do verão negro daquele ano que, pelas contas de Fernando Pinto, à data, terão custado 108 milhões à companhia.

O grupo, em 2014, tinha registado um prejuízo de 85,1 milhões euros. Mas, para já, apenas foram conhecidos os resultados da empresa de aviação, a TAP SA.

Resultados TAP SA

Sem as verbas retidas na Venezuela – e que afectam de forma transversal todas as companhias que operam naquele destino -, a TAP teria tido um prejuízo de 7,6 milhões de euros, uma forte recuperação face ao ano anterior, admite a TAP em comunicado enviado esta quarta-feira.

“A situação da Venezuela diz respeito a vendas no período entre março de 2013 e janeiro de 2015, cujos montantes ficaram retidos devido à crise económica, penalizando não só a TAP mas todas as restantes companhias internacionais que operam para aquele País”, refere a companhia em comunicado, salientando que a perda poderia ter sido superior caso não tivesse sido decidido suspender vendas feitas no país.

Veja aqui a razão para a Venezuela reter verbas das companhias aéreas

Em todo o caso, já se previa uma prestação negativa para a TAP depois de terem sido divulgadas perdas de 109 milhões de euros para o período de janeiro a junho. Estes valores constavam de um documento a que a Lusa teve acesso, a meio do ano.

Brasil também pesa

Não foi apenas a situação na Venezuela que prejudicou a TAP. A companhia aérea admite que uma das “principais causas para o resultado negativo” é a crise económica e política do Brasil que provocou “não só uma quebra do volume de tráfego mas também uma redução significativa da tarifa média”.

Ainda que “em menor escala, a contração da economia angolana” também terá influenciado “negativamente as ligações aéreas” e, consequentemente os resultados da companhia portuguesa.

E, da mesma forma, “o agravamento da situação laboral no final de 2014 e no segundo trimestre de 2015 afetou a confiança do mercado na TAP”.

Petróleo ajuda

A fatura do combustível caiu em 2015. A TAP assume que os custos de exploração atingiram 2269 milhões de euros em 2015, um valor que compara com 2341 milhões de 2014. A quebra do preço do petróleo nos mercados internacionais poupou 138 milhões à empresa que teve um custo de 660 milhões com esta matéria-prima.

dívida

As receitas foram de 2398 milhões de euros, valor que contrasta com o obtido em 2014 (2489 milhões).

A dívida da companhia desceu da fasquia dos 942 milhões de euros, beneficiando da entrada de dinheiro pós-privatização. Os resultados de anos anteriores mostram que a dívida total da TAP não descia da fasquia dos mil milhões desde o ano 2000.

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