TAP fecha programa de rescisões com 690 adesões

Em comunicado interno, a companhia faz contas à reestruturação de pessoal, indicando que "70% são referentes a rescisões por mútuo acordo, 14% a trabalho em tempo parcial, 8% a passagens à situação de reforma, 6% a pré-reformas e 3% a licenças sem retribuição."

750 postos de trabalho preservados e 690 adesões ao programa voluntário de medidas laborais. As contas são feitas pela TAP e resumem o que foi possível alcançar com o programa lançado para redimensionar o corpo de trabalhadores da companhia, passo fundamental para o processo de reestruturação em curso.

O número inicial de redimensionamento, inscrito no Plano de Reestruturação em aprovação na Comissão Europeia, é assim ajustado de cerca de 2 mil para 490 a 600 trabalhadores.

Num comunicado interno assinado pelo chairman e pelo CEO da companhia, a que o Dinheiro Vivo teve acesso, "ainda que permaneçam alguns casos em análise, podemos partilhar que tivemos cerca de 690 adesões ao programa voluntário de medidas laborais, sendo 70% referentes a rescisões por mútuo acordo, 14% a trabalho em tempo parcial, 8% a passagens à situação de reforma, 6% a pré-reformas e 3% a licenças sem retribuição".

Congratulando-se com os resultados alcançados, Miguel Frasquilho e Ramiro Sequeira destacam que este programa "representa um redimensionamento de cerca de 630 postos de trabalho, considerando os trabalhadores em tempo parcial" e que o programa de candidaturas voluntárias à Portugália tem neste momento cerca de 45 candidaturas em análise. "Adicionalmente, a implementação das medidas decorrentes dos Acordos de Emergência celebrados, permitirá preservar até 750 postos de trabalho", sublinham.

Os acordos de emergência foram celebrados com todos os Ssndicatos que representam os trabalhadores da transportadora e, segundo os responsáveis que assinam o comunicado interno, "criaram as condições para, num clima de entendimento laboral, se prosseguir o cumprimento dos objetivos do Plano de Reestruturação de ajustamento da estrutura de custos e da otimização da força de trabalho, reconfigurando o quadro de pessoal a fim de o mesmo dar resposta aos níveis de operação e receita projetados, no curto e médio prazo".

Quanto aos próximos passos, chairman e CEO indicam que o caminho da TAP passa agora por concluir a análise dos processos voluntários em curso e "identificar, com base nos critérios já comunicados, designadamente de Produtividade/Absentismo, Experiência, Contributo, Custo e Habilitações, os trabalhadores junto dos quais se irá dar início a uma nova e última vaga de adesão a rescisões por mútuo acordo, reformas e pré-reformas, com manutenção das mesmas condições já anteriormente oferecidas a todos os trabalhadores, bem como reabrir uma nova e última fase de candidaturas de integração na Portugália".

Na mensagem a que o Dinheiro Vivo teve acesso, os líderes da transportadora explicam ainda que este grupo de trabalhadores, identificados de acordo com os referidos critérios, "num exercício realizado em conjunto com as respetivas áreas, será retirado do lay-off em curso, o que será devidamente comunicado, de modo individual e personalizado, a partir do próximo dia 16 de abril".

"A fim de garantir aos trabalhadores visados uma maior disponibilidade para acompanhar todo esse processo e, bem assim, preservar a estabilidade e segurança da operação, os mesmos beneficiarão de dispensa do dever de assiduidade, sem perda de retribuição ou direitos", esclarece-se. As métricas aplicadas vão ter em conta "períodos plurianuais, permitindo uma avaliação balanceada, equitativa e consistente" e o modelo é de aplicação "objetiva, o que imprime robustez e transparência ao processo de seleção e identificação, que conta com a participação colaborativa de todas as áreas responsáveis".

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