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TAP foca estratégia de crescimento na América do Norte

O presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves, e  o presidente do conselho de administração, Miguel Frasquilho. FOTOGRAFIA: Tiago Petinga/Lusa
O presidente executivo da TAP, Antonoaldo Neves, e o presidente do conselho de administração, Miguel Frasquilho. FOTOGRAFIA: Tiago Petinga/Lusa

A TAP prevê atingir este ano 2,2 milhões de passageiros no Porto

A TAP quer “ser a principal companhia aérea da Europa” a voar para a América do Norte, disse ontem Antonoaldo Neves, presidente executivo da companhia aérea portuguesa, na cerimónia de assinatura de protocolos de cooperação entre a transportadora e cinco associações empresariais do norte, que teve lugar no Porto. O gestor adiantou que estão em vista dez novos destinos para expandir a presença da transportadora nesta região.

Segundo Antonoaldo Neves, a América do Norte foi, no ano passado, o terceiro maior mercado da TAP, com um peso de 10% na operação. Em 2004, valia 4%. “Queremos que os EUA cheguem aos 15, 20%”, afirmou. Para este crescimento, a TAP conta com “o acionista, que conhece bem o mercado”, referindo-se a David Neeleman, também proprietário da americana Jetblue, e com as vantagens nos custos e distâncias, inferiores a outros países europeus.

Para Antonoaldo Neves, “a TAP ainda está a começar na América do Norte” e vai precisar de um forte investimento “ao longo dos próximos cinco anos”. Já a “China, é para daqui a dez anos”, disse.
Crescer no Porto

A TAP prevê atingir este ano 2,2 milhões de passageiros no Porto, exercício em que decidiu retomar a ligação a Milão e Barcelona, reforçou para Ponta Delgada e lançou London City, num total de 41 voos semanais. Antonoaldo Neves admite a criação de novas rotas até ao fim do ano. A TAP está assim a inverter a estratégia de desinvestimento no aeroporto da região Norte e o crescimento no número de passageiros está a justificar esta alteração.

Segundo o gestor, “quando se iniciou o processo de privatização, há três anos, a TAP tinha 1,6 milhões de clientes por ano no Porto” e, agora, deverá chegar a setembro/outubro e ultrapassar os dois milhões de passageiros. “Não há nenhum mercado da TAP que cresça assim”, sublinhou ontem Antonoaldo Neves. Até maio, a TAP assegurou o transporte de 840 mil pessoas para o Porto, um crescimento de 17% face ao mesmo período de 2017.

A ponte aérea Porto-Lisboa, lançada há dois anos e que opera com 16 voos diários, tem sido um sucesso, com uma ocupação média de 82%. Antonoaldo Neves admite que a operação poderia crescer, até porque os passageiros provenientes do Brasil e dos Estados Unidos têm grande potencial para a cidade, mas debate-se “com problemas gravíssimos de pontualidade”. Outra das limitações é a capacidade dos aviões, “que poderiam ser maiores”. A transportadora portuguesa responde atualmente por 269 voos diretos por semana para 16 destinos a partir do aeroporto do Porto.

A TAP, que assinou protocolos de cooperação com as Associação Empresarial de Portugal, a Associação Comercial do Porto, a Associação Nacional de Jovens Empresários, a Associação de Têxteis e Vestuário de Portugal e a Associação Portuguesa dos Industriais de Calçado, Componentes e Artigos de Pele e seus Sucedâneos, está também a equacionar a utilização dos porões nos voos na Europa para carga, procurando dar resposta às necessidades das empresas em colocar rapidamente os seus produtos nos destinos.

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