TAP já está a preparar novas rotas para o Porto

Depois dos cortes do arranque do ano passado, David Neeleman confirma relançamento da operação no Sá Carneiro

"Podemos começar a colocar alguns voos no Porto". É assim que David Neeleman levanta o pano sobre uma retoma da operação no aeroporto Sá Carneiro depois da redução de março de 2016.

O acionista privado da TAP esteve esta quinta-feira num pequeno-almoço debate organizado pela Câmara de Comércio Luso-britânica, onde lembrou que hoje a companhia aérea tem mais condições para competir naquele aeroporto onde, há um ano, a pressão das low-cost dificultava a operação.

"Estamos a decidir isso agora. Sabemos que estamos mais preparados hoje para concorrer, porque lá há muita concorrência e há muitos subsídios dos nossos concorrentes por isso temos de estar bem preparados e estamos a fazer hoje planos para o fazer no verão que vem", disse David Neeleman à margem do evento onde começou por anunciar este reforço.

"Na primavera que vem já estaremos em condições para anunciar" as novas rotas, que vão começar a operar "no verão", disse Neeleman aos jornalistas, detalhando que há um ano "saímos de alguns mercados que cedemos para a Ryanair e Easyjet" e que agora, "achamos que a nossa marca, os nossos custos menores e com o nosso produto melhor agora permite concorrer melhor".

Mas os novos voos terão de ser ainda negociados, nomeadamente, com o aeroporto. "Temos que negociar com o aeroporto para ter as mesmas condições que os outros têm para fazer estes voos. E se conseguirmos podemos por aeronaves no Porto e voar para mais destinos e mais vezes por dia".

Da melhor preparação que o acionista agora detalha fazem parte os aviões A321, com capacidade para 175 passageiros, um alcance de 4220 nm e um custo 53% mais baixo ao nível do combustível do que os antigos aviões A332-200.

"Eu acho que com os A321 ter mais frequências intercontinentais é bom e estamos a estudar ter mais frequências com o A321, mas também temos uma aeronave que é melhor - tem mais assentos -, e temos uma maneira de trabalhar que é mais próxima de alguns aspectos da Ryanair. Assim estamos mais preparados para concorrer com eles. Na Europa também", detalhou Neeleman.

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