aviação

TAP obtém empréstimo de 137 milhões de euros

Antonoaldo Neves, CEO da TAP Air Portugal. Foto:  REUTERS/Regis Duvignau
Antonoaldo Neves, CEO da TAP Air Portugal. Foto: REUTERS/Regis Duvignau

A TAP obteve um empréstimo de 137 milhões de euros junto do Macquarie Group. Já em 2018 tinha recebido um empréstimo do Banco do Brasil.

A TAP obteve um empréstimo de 137 milhões de euros junto do Macquarie Group. A notícia foi avançada no último sábado pelo Expresso e entretanto confirmada pela companhia em comunicado. Além desta operação, a transportadora aérea nacional garantiu no ano passado um empréstimo no valor de 70 milhões de euros junto do Banco do Brasil e “mais duas operações de 20 milhões de euros cada, com outros bancos internacionais”. Assim, no total, a transportadora obteve financiamento no total de mais de 240 milhões de euros nos últimos oito meses.

Antonoaldo Neves, CEO da TAP, em comunicado sublinha que: “estes financiamentos demonstram a confiança que estas entidades depositam no projeto estratégico da TAP e no know-how dos seus acionistas e equipa de gestão. São bancos internacionais de primeira linha, o que significa um enorme voto de confiança na companhia”.

Ao Expresso, o presidente executivo da companhia avançou que estas operações de financiamento vão ser canalizadas para suportar o crescimento da TAP.

Para este ano estão previstas a abertura de cerca de uma dezena de novas rotas, algumas das quais para os Estados Unidos. “Esses são os destinos que, para já, podemos revelar. Vamos ter mais. Em 2019 vamos ter mais de dez rotas novas, e as contratações vão continuar”, confessou Antonoaldo Neves a margem da conferência de aniversário do Dinheiro Vivo. Além disso, a companhia aérea vai ter mais aviões, devendo receber 37 novas aeronaves até ao fim do ano.

A pontualidade da transportadora tem sido um dos calcanhares de Aquiles. Na reta final de 2018, o CEO garantiu que em 2019, a transportadora terá de ser “incansável na busca de uma experiência melhor” para os clientes. A pontualidade em 2018 foi “vergonhosa e eu não tenho vergonha de dizer isso, é preciso olhar no espelho para saber onde a gente precisa melhorar”, admitiu o presidente executivo da transportadora, citado pela Lusa. “2018 foi um ano de grandes conquistas, novas aeronaves, fizemos acordos sindicais que nunca foi possível serem feitos antes, conquistámos cinco anos de paz laboral, retribuímos aos nossos trabalhadores”, salientou ainda.

Já Miguel Frasquilho, presidente do Conselho de Administração do Grupo TAP, admitiu na semana passada, sem especificar os resultados de 2018 da companhia, que o ano passado foi “particularmente difícil e exigente”. Na lista de justificações, estão, segundo o chairman, citado pela Lusa, o “muito investimento”, mas também os elevados cancelamentos e atrasos de voos que obrigaram a indemnizações “muito acima dos padrões normais”. Essas indemnizações poderão situar-se na ordem das várias dezenas de milhões de euros e foram pagas devido a responsabilidades da TAP, conforme admitiu Frasquilho, que pediu desculpas em nome da empresa.

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