Sindicato dos pilotos da TAP adia votação do acordo de emergência

Assembleia-geral do SPAC estava prevista para este sábado. Tripulantes da companhia e Portugália votam acordos na segunda-feira.

O Sindicato dos Pilotos da Aviação Civil (SPAC) desconvocou a assembleia-geral prevista para este sábado, onde iria votar o acordo de emergência na TAP, adiando-a para dia 26, devido a "algumas fragilidades técnico informáticas", segundo uma mensagem interna.

Na comunicação, a que a Lusa teve acesso, a estrutura sindical referiu que o presidente da mesa da assembleia geral tinha "conhecimento de algumas fragilidades técnico informáticas que podem afetar um momento importante do processo deliberativo" para toda a classe.

De acordo com a mesma nota, "este aspeto está já salvaguardado, estando a ser ultimados os testes técnicos necessários da segurança de todo o procedimento".

Além disso "são sensíveis quer para o presidente da mesa quer para a direção aspetos da argumentação transmitida pelos Srs. associados na última assembleia informativa", lê-se na mesma nota.

O acordo entre o sindicato e a companhia aérea prevê cortes salariais de entre 50% e 35%, entre 2021 e 2024, que já incluem o corte transversal de 25% aplicado a todos. Uma medida que abrange 1.252 pilotos.

Já os tripulantes vão ser chamados a pronunciar-se na segunda-feira, 22 de fevereiro. Segundo uma nota interna a que o DV teve acesso, a votação será feita por meios eletrónicos "para saber se a vontade maioritária da classe é pela aprovação ou rejeição do acordo de emergência negociado pela direção do SNPVAC com a TAP". Os elementos de cabine sindicalizados, quer da TAP quer da Portugália, vão decidir assim se aceitam as medidas acordadas.

O acordo entre a companhia e o sindicato dos tripulantes prevê um corte nos salários de 25% entre 2021 e 2023 e de 20% em 2024. A redução salarial é partir dos 1200 euros neste ano, contudo, em 2021, há uma cláusula que prevê o pagamento de seis voos. Nos anos seguintes, o corte começa nos 1330 euros.

A administração da TAP tornou público que os sindicatos que representam o pessoal de terra já assinaram os acordos de emergência. E, tal como o DV já tinha avançado, se as restantes estruturas sindicais não derem luz verde aos acordos temporários de emergência, "não há mais margem para negociações" e a "esses trabalhadores será aplicado o regime sucedâneo". Caso seja o regime sucedâneo, os cortes salariais começam acima dos 900 euros para as classes profissionais que não assinaram e terá lugar o despedimento do número de funcionários previstos no plano de reestruturação: 500 pilotos e 750 tripulantes.

Com Lusa

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