TAP planeia operar mais de 870 voos por semana no verão

Depois de março ter contado ainda com números muito baixos, a TAP mostra-se um pouco mais otimista quanto à evolução no segundo trimestre do ano.

O primeiro trimestre do ano não foi muito favorável para a TAP, tendo a companhia operado poucos voos face à capacidade que tem. As restrições aplicadas, quer em Portugal, quer no estrangeiro, devido à pandemia limitaram a realização de voos e a procura. No entanto, os próximos meses já deverão ser melhores, projeta a empresa, chegando ao verão a realizar mais 800 voos semanais.

Numa nota interna ao funcionários, a que o Dinheiro Vivo teve acesso, o CEO da TAP assume que "em março assiste-se a uma ligeiríssima recuperação em relação a fevereiro, no que respeita a número de voos. Invertemos a tendência decrescente que se verificava há 4 meses, mas apenas realizámos 1459 voos durante o mês de março".

Ramiro Sequeira diz mesmo que "a operação, no que respeita a número de voos e capacidade (...), encontra-se a níveis muito abaixo do mês de março 2019 e mesmo face a março de 2020", sendo que em meados de março do ano passado, a transportadora começou "a sentir os primeiros efeitos devastadores da pandemia". "No que respeita ao número de voos a redução é de 86% e 75%, respetivamente. Face a 2019, a TAP reduz em 89% a sua capacidade no mercado, e 84% face a 2020, para fazer face às medidas restritivas impostas para conter a pandemia", acrescenta na nota interna a que o DV teve acesso.

A previsão é que a operação melhore neste segundo trimestre. O comandante interino da TAP aponta que "para o 2º trimestre as projeções são um pouco mais otimistas, mesmo em virtude do impacto da autorização das viagens essenciais para o Brasil, prevendo-se que a percentagem da capacidade suspensa, face a igual período de 2019, venha a diminuir, gradualmente, com valores de: menos 72% em abril, menos 75% em maio e menos 45% para junho".

Apoiando-se nos números mais recentes da IATA - que apontam para o início de uma longa recuperação a partir de junho e que para outubro, as estimativas apontam para menos 17% da capacidade de 2019 para o cenário acelerado, menos 30% para o cenário moderado e menos 53% para o cenário prolongado - a TAP estima que nos próximos meses vai operar "uma capacidade em linha com o cenário moderado da IATA".

Notando ainda que algumas restrições a viagens podem ser levantadas nos próximos meses, e que a evolução da operação da TAP está associada à evolução da pandemia (alívio ou aumento de restrições), Ramiro Sequeira não esconde que "o nosso plano de rotas para o Verão aposta nos destinos nacionais e seguros, como reforço de voos para o Funchal, Porto Santo, Ponta Delgada, Terceira e Cabo Verde e inaugurando novas rotas para África e a Europa este Verão, a somar à nossa estreia na América Central com três voos por semana entre Lisboa-Cancun".

"A TAP está a retomar gradualmente a sua operação e planeia operar mais de 870 voos por semana, num total de cerca de 100 rotas, em Agosto", remata.

Na semana passada, Bruxelas deu luz verde a uma ajuda intercalar de 462 milhões de euros à TAP. O plano de reestruturação da empresa, que seguiu para a Comissão Europeia em dezembro, tem estado a ser negociado e a decisão final deverá ser conhecida no próximo mês, acredita o governo e a companhia.

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