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TAP, Portway e Ryanair são os campeões das reclamações na aviação

Fotografia: Direitos Reservados
Fotografia: Direitos Reservados

Companhias aéreas receberam menos reclamações no segundo semestre de 2018, mas as bagagens fizeram disparar queixas. TAP recuperou 7,7%

Os atrasos continuam a ser a principal razão da ira dos passageiros contra as companhias aéreas. Cancelamento de voos e bagagens perdidas ajudam a compor o pódio do que mais motivou uma nota no livro amarelo no segundo semestre do ano passado. Ao todo, o supervisor da aviação, a Autoridade Nacional da Aviação Civil (ANAC), contabilizou 6895 reclamações contra companhias aéreas, portuguesas e estrangeiras a operar em Portugal, prestadores de assistência em escala e aeroportos. Foram menos 0,9% do que um ano antes, num período onde a assistência em escala, responsável pelas bagagens, viu aumentar quase em 270% o número de passageiros insatisfeitos.

As transportadoras aéreas receberam 5552 reclamações, contra 6040 do segundo semestre de 2018, e, quando se trata de companhias portuguesas, a redução foi de 20,4%. Ainda assim, o serviço das companhias aéreas motivou 79,9% das reclamações feitas neste período. As reivindicações dos passageiros devem-se especialmente a atrasos e cancelamentos, mas também fizeram queixa sobre recusas de embarque, condições na cabine ou, mesmo, questões de segurança.

No segmento das transportadoras, a TAP é a companhia que mais reclamações registou. A empresa liderada por Antonoaldo Neves recebeu 3787 reclamações, o que representou mais de metade (54,9%) do total de reclamações feitas ao universo da aviação em Portugal. Recorde-se que, em 2018, a administração da TAP admitiu que houve meses com uma taxa de pontualidade de 40% e, segundo dados da consultora OAG, 43,4% dos voos da TAP chegaram ao destino com um atraso superior a 15 minutos.

A ANAC lembra que o número ainda “representa 91% do total das reclamações dirigidas às companhias aéreas nacionais e um peso de 68,7% em relação ao total das reclamações dirigidas às companhias aéreas (nacionais e estrangeiras)”. Em todo o caso, a companhia portuguesa viu o número de reclamações cair 7,7%.

O mesmo não aconteceu com as restantes campeãs das reclamações: Portway e Ryanair.

Na Ryanair os constrangimentos também tiveram um nome: greve. “O segundo semestre de 2018 fica marcado pela greve dos tripulantes de cabine da Ryanair da qual resultou o cancelamento de 181 voo”, recorda a ANAC. A companhia low-cost recebeu 377 reclamações, mais 169% do que em igual período.

Em mais um ano de divergências entre a administração e os trabalhadores, por causa do acordo de empresa proposto em 2016 e rejeitado pelo sindicato, a Portway viu o número de reclamações subir 233,1%. Na segunda metade de 2017 tinham sido 121; no ano passado foram já 403.

O regulador fez as contas: “as três entidades com mais reclamações no período em análise (TAP Portugal, Portway e Ryanair) responderam por 66,2% do total (4.567 de 6.895 reclamações), o que representa uma alteração do quadro existente no período homólogo, em que as três entidades com mais reclamações no período homólogo (TAP Portugal, Sata Açores e Aeroporto de Lisboa) representaram 98,2% do total de reclamações (5.153 de 5.256 reclamações)”.

Entre as reclamações que foram contabilizadas pelos livros amarelos companhias aéreas e livro de reclamações eletrónico, o supervisor nota ainda que 11,3% têm como alvo os Prestadores de Serviços de Assistência em Escala e os restantes 8,8% a gestora aeroportuária nacional – ANA.

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