aviação

TAP. Poupança com combustível garantiu lucros

Fernando Pinto, ex-presidente do conselho de administração da TAP. (Fotografia: Adelino Meireles / Global Imagens)
Fernando Pinto, ex-presidente do conselho de administração da TAP. (Fotografia: Adelino Meireles / Global Imagens)

TAP fechou 2016 com lucros de 34 milhões de euros, apesar das receitas terem ficado muito abaixo do ano anterior

No ano passado, a TAP poupou 226 milhões de euros em combustível. E foi a redução deste forte encargo – o maior no balanço das companhias aéreas -, que garantiu um fecho de ano positivo. A companhia encerrou 2016 com lucros de 34 milhões, o mesmo valor que tinha registado em 2013. Depois disso vieram dois anos negros: em 2014 o prejuízo foi de 46 milhões; em 2015 mais do que duplicou para 99 milhões de euros de perdas.

“O regresso da companhia aérea aos lucros foi possível apesar de uma quebra nas receitas, que totalizaram 2242 milhões de euros, 156 milhões abaixo dos 2398 milhões registados em 2015”, anunciou ontem a TAP, realçando que esta quebra “foi fortemente compensada por uma redução ainda mais expressiva dos custos operacionais, que ficaram pelos 2042 milhões, menos 227 milhões que em 2015”. Desta fatia de poupanças apenas 1 milhão é corte de despesas avulsas; o restante veio da redução dos gastos com combustível cuja fatura caiu para 434 milhões.

Em relação à dívida, a TAP realçou ao Dinheiro Vivo que se mantém em níveis semelhantes aos de 2015. Isto é, em torno dos 900 milhões de euros; pouco mais de 600 milhões dizem respeito a dívida contratada junto dos bancos, de acordo com o último relatório e contas disponível (2015).

No conjunto do ano, a TAP transportou 11,7 milhões de pessoas, um recorde para a empresa e mais 400 mil do que em 2015. Este aumento foi conseguido apesar de uma redução de 3% na oferta de lugares disponíveis.

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