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TAP. Procura dos trabalhadores superou 17,5 vezes a oferta

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603 trabalhadores pediram para comprar ações da TAP. Havia 75 mil para vender, mas a procura foi 17,5 vezes maior

Os trabalhadores da TAP cumpriram as expectativas e acorreram em massa à Oferta Pública de Venda das ações que sobraram da privatização. A procura foi 17,5 vezes a oferta, noticiou o governo.

“A forte adesão a esta Oferta reflete a adesão e a confiança dos trabalhadores na recomposição da privatização da TAP realizada pelo Governo, assim como no modelo de gestão que será desenvolvido”, refere o ministério do Planeamento e das Infraestruturas em comunicado.

Foram disponibilizados no âmbito da Lei da Privatizações 75 mil títulos do grupo de aviação, que estiveram disponíveis para subscrição durante 20 dias. Cada ação tem um preço unitário de 10,38 euros, o que significa que a OPVA renderá 778 500 euros.

Como a procura superou em 17,5 vezes a oferta quer dizer que houve ordens de compra no valor de 13 623 750 euros. Ao todo, houve 603 ordens, mostra um comunicado divulgado pela CMVM.

Esta oferta, que já se esperava grande, foi rateada num processo que teve a condução financeira do BPI. A “liquidação financeira das ações ocorrerá a 16 de maio de 2017, através da Interbolsa, e em conformidade com as regras operacionais gerais de funcionamento dos sistemas centralizados de valores mobiliários e dos sistemas de liquidação geridos pela Interbolsa”, detalha o comunicado.

O governo “congratula-se com o resultado da Oferta Pública de Venda de ações” e lembra que o encerramento deste processo que ocorrerá “nas próximas semanas”, conduzirá à retoma do Estado de 50% do capital social da TAP.

Finda a OPV, o Estado e o consórcio Atlantic Gateway terão de nomear seis administradores para o Conselho de Administração da companhia aérea. Ao Estado, enquanto acionista maioritário caberá a nomeação do presidente do Conselho de Administração que passa “a ter uma palavra decisiva nas orientações estratégicas da TAP”.

“Este modelo cria as condições de estabilidade e equilíbrio para a capitalização, modernização e desenvolvimento da TAP, mantendo-a como uma empresa ao serviço dos portugueses e de uma estratégia de afirmação lusófona, tal como refere o Programa do Governo”, detalha o gabinete de Pedro Marques.

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